quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sport Recife vence os reservas do Corinthians e permanece na Série A do Brasileirão

André marcou o único gol da partida. Foto: Diário de Pernambuco.

3 de novembro de 2017 (Domingo)

Não foi tranquilo, mas o Sport garantiu a presença na Série A do ano que vem. O Leão fez o principal, a sua parte. Neste domingo, o Leão venceu o Corinthians por 1 a 0 na Ilha do Retiro lotada. Ainda viu todos os demais resultados que lhe beneficiavam acontecerem. Coritiba e Vitória perderam seus respectivos jogos - bastava apenas que um desses dois times não vencessem, além do triunfo leonino -, possibilitando ao Rubro-negro pernambucano dar um salto para fora da zona de rebaixamento, ultrapassando ambos.

O Sport foi um time aguerrido, superando o nervosismo que perdurou durante boa parte do jogo. O Corinthians, repleto de jogadores jovens e com alguns reservas, não foi nem sombra do time campeão brasileiro. O Leão, que não tem nada com isso, teve competência para marcar o gol, com André, que ratificou o seu papel de jogador mais decisivo da equipe no campeonato. Depois, segurou o valioso resultado. No fim das contas, o Rubro-negro se salvou, o que não deve apagar, porém, a série de erros durante a competição que levou a equipe a chegar na última rodada em situação delicada.

O jogo

A torcida compareceu para apoiar o Sport no momento em que o time mais precisou no campeonato. Motivado, o Leão começou bem o jogo, com mais posse de bola e presença no ataque. Criou chances com boas descidas de Marquinhos pelo lado direito, mas não conseguiu o tão esperado gol, que poderia trazer maior tranquilidade para a equipe no decorrer da partida.

E o grande problema do Sport no primeiro tempo foi justamente o nervosismo. Conforme o relógio corria, aumentava a ansiedade, o que fazia o time forçar jogadas desnecessárias e errar passes importantes. Tranquilo, com uma equipe formada por jogadores mais jovens e reservas com vontade de mostrar serviço, o Corinthians equilibrou o confronto e a posse de bola. Teve, inclusive, a melhor chance da partida, com Magrão operando dois milagres seguidos, na cabeçada de Pedrinho e no rebote de Rodrigo Figueiredo. 

Fora de campo, a torcida acompanhava o jogo e os adversários diretos do Sport na briga contra o rebaixamento. Kléber abriu o placar para o Coritiba, mas Elicarlos empatou para a Chapecoense e voltou a dar chances para o Leão. Em Salvador, o empate em 0 a 0 persistia entre Vitória e Flamengo, até que Carlos Eduardo abriu o placar para o Rubro-negro baiano. Péssimo resultado para a equipe pernambucana. Ainda assim, faltava o time fazer sua parte em campo. Ao fim do primeiro tempo, o rebaixamento era o destino leonino.

Segundo tempo

Assim como o primeiro tempo, a etapa final começou com o Sport ainda nervoso. Enquanto isso, o Corinthians manteve o seu papel e tocava a bola fazendo o tempo passar. O time paulista veio para o Recife dentro da sua tática, bem posicionado na defesa em busca de um contra-ataque certo para matar o jogo. Embora esforçados, os jogadores que vieram ao Recife, no entanto, não conseguiam ter a mesma 'letalidade' da equipe principal.

Diego Souza domina a bola diante do goleiro Cássio, toca de lado para Mena que cruza certeiro na cabeça de André, que fez o gol. Foto: Diário de Pernambuco.

O Sport precisava do gol de qualquer jeito e tomava a iniciativa. Até que, aos 11 minutos, enfim, deu certo. O lançamento longo caiu nos pés de Diego Souza dentro da área, que se livrou de Cássio e serviu para Mena, que cruzou na medida para André, decisivo, tocar de cabeça para o gol. Alívio e vibração na Ilha do Retiro lotada. Com o gol, o Leão se livrava do rebaixamento. 

O jogo pegou fogo. O Corinthians esboçou uma saída para o ataque, deixando espaços que antes não haviam. O Sport tentava aproveitar, jogando em velocidade, empurrado pela torcida e motivado pelo gol. O melhor para o Leão, no entanto, veio em seguida. Rafael Vaz empatou a partida entre Vitória e Flamengo, outro resultado que beneficiava o Rubro-negro pernambucano. A torcida, na Ilha, comemorou como gol do próprio time.

No caminhar para o fim do jogo, o Sport viu que manter a posse de bola era o mais interessante. Os dois resultados de que precisava estavam acontecendo, inclusive, com Chapecoense e Flamengo, quase que simultaneamente, marcando os gol que levaram à virada sobre Coritiba e Vitória. O Corinthians também teve pouca reação, parando na marcação forte e na raça dos jogadores rubro-negros. Foi assim até o tão esperado apito final da partida.

A torcida do Sport Recife comemorou muito a permanência da equipe na divisão principal do Brasileirão. Foto: Williams Aguiar/ Sport Recife.

Sport Recife 1

Magrão; Raul Prata, Henríquez, Durval e Sander; Anselmo, Patrick, Marquinhos (Rogério), Mena (Rithely) e Diego Souza; André. Técnico: Daniel Paulista.

Corinthians 0

Cássio; Léo Príncipe, Pedro Henrique, Balbuena e Marciel; Gabriel e Fellipe Bastos (Paulo Roberto); Pedrinho (Matuan), Rodrigo Figueiredo e Giovanni Augusto; Kazim (Danilo). Técnico: Fábio Carille.

Estádio: Ilha do Retiro (Recife-PE). Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG). Gol: André (aos 11 min do 2°T). Cartões amarelos: Durval, Osvaldo (SPO), Fellipe Bastos, Kazim (COR). Público: 29.977. Renda: R$ 145.105,00

Por: Alexandre Barbosa/Diário de Pernambuco.

domingo, 26 de novembro de 2017

Em 1975, o aumento da criminalidade no Grande Recife começava a preocupar as autoridades policiais do Estado

Policiais da Rádio Patrulha detêm meliante Foto: Abordagem Policial/anos 70.

Há 42 anos atrás, precisamente em 1975, durante a Ditadura Militar, nosso governador era Moura Cavalcanti, as autoridades da Secretaria de Segurança Pública (SSP), começava a ter uma preocupação com o aumento da criminalidade no Grande Recife. Atualmente vivemos um caos na segurança pública em todo o Estado de Pernambuco. Se em janeiro de 1975 foi o mês mais violento do ano com 13 homicídios no Grande Recife, o que dizer dos 136 homicídios em janeiro de 2017? Para se ter uma ideia, foram registrados 140 homicídios de janeiro a outubro de 1975. O Diário de Pernambuco do dia 24 de novembro de 1975, com texto de Ernesto Neves, fez um amplo balanço da criminalidade do Grande Recife e as dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil de Pernambuco naquele ano. Ele publicou o seguinte:
Mais de 140 assassinatos aconteceram no Grande Recife, entre janeiro e outubro de 1975, mas a Delegacia de Homicídios instaurou apenas 85 inquéritos, porque as distritais, agora, também estão habilitadas a fazê-lo.
O bairro de Água Fria (inclui a Bomba do Hemetério) foi considerado o "ponto negro" da criminalidade, por ter sido palco da maioria dos delitos, seguindo-se Casa Amarela (era um bairro bem maior do que é atualmente. Incluía por exemplos: Alto José do Pinho, Morro da Conceição, Nova Descoberta, Vasco da Gama, Alto Santa Izabel, hoje, estas localidades são bairros.) e Boa Viagem. Espinheiro e Madalena registraram apenas um crime de morte, cada, no período.
Delegado Abel David
O mês de janeiro foi recordista em números de mortes, treze, enquanto em fevereiro aconteceram apenas seis homicídios. O delegado Abel David acredita que as medidas adotadas pela SSP, aplicando o sistema de policiamento preventivo, permitirá a redução do índice. Para a escrivão José Lauria Caselli, a criminalidade aumenta de acordo com a evolução da metrópole e uma das principais causas do crescimento é devida ao desemprego, à miséria e ao elevado consumo de aguardente.
De ano para ano a criminalidade aumenta e, com ela, a violência, dentro da dinâmica de desenvolvimento dos principais centros brasileiros. Em 1974, nas 20 delegacias distritais e 9 especializadas que formam a Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco. Foram prestadas 13.527 queixas e 11.276 ocorrências ficaram registradas nos livros dos postos policiais.
Para dar combate aos marginais a SSP dispõe atualmente de 1.911 agentes embora existam 3.141 cargos, e apenas 179 viaturas para as necessidades básicas de transporte e policiamento motorizado em todo o Estado.
No relatório enviado ao Poder Executivo acerca das atividades da pasta no ano passado o ex-secretário Egmont Bastos Gonçalves deu ênfase às dificuldades enfrentadas e explicou que as 1.230 vagas existentes obrigou-o a desviar policiais de suas atribuições específicas para cobrir claros, principalmente com os crescentes encargos na Área Metropolitana e no Interior.
DETIDOS
Dos 83 casos diários de ilícitos penais ocorridos em todo o Estado, 24.857 pessoas foram detidas e, em consequência, a Corregedoria Geral de Polícia recebeu para enviar à justiça 5.894 inquéritos, sendo 3.344 da capital e 2.550 dos demais municípios. Diante deste quadro, o chefe de gabinete da SSP, delegado Mauni Figueiredo revela: "O efetivo que temos não dá para combater como deveríamos a criminalidade no Estado. Nós fazemos um verdadeiro milagre, porém estes claros serão preenchidos paulatinamente, uma vez que os recursos destinados à secretaria não dão para solucionar o problema de imediato.
PONTOS SENSÍVEIS
É comum lê-se nos jornais diários a prática de assaltos a mão armada em que a tônica principal é a violência dos bandidos. Temos por exemplos como os de assaltantes armados de metralhadoras e de rostos cobertos com meias de nylon, que atacaram o posto de gasolina da Cidade Universitária. Prenderam seis pessoas num banheiro, levaram Cr$ 10 mil cruzeiros e espancaram o gerente. Enraivecidos porque outra vítima, um ambulante, só tinha Cr$ 20 cruzeiros, os ladrões aplicaram violenta surra.
Em Pernambuco existem 37 mil ladrões cadastrados afora os que, periodicamente, quando estão muito visados nos outros Estados, afluem para cá. A Delegacia de Roubos e Furtos, especializada no combate a este tipo de crime, realizou ano passado, 273 rondas, efetuando 11.330 prisões, das quais 1.250 foram relaxadas por falta de condições legais no recolhimento dos marginais.
"Existe falta de precaução das vítimas" diz o delegado João Acioly, "É muito comum em rondas, encontrarmos altas horas da madrugada casais fazendo amor em automóveis estacionados em lugares como as BRs 101 e 232 ou outros locais ermos e comprovadamente preferidos pelos marginais, dada a facilidade de ação e de fuga. Outra facilidade que os marginais encontram para agir é proporcionada por motoristas de taxis. A qualquer hora da noite os profissionais do volante concordam em apanhar passageiros suspeitos, levando-os a qualquer lugar. Nesses casos, sempre se registram um assalto e nenhum sistema policial do mundo pode dispor de um agente para garantir cada carro que rode na madrugada".
Para diminuir o número de assaltos e a criminalidade em geral, o atual secretário coronel Rui Ayres Lobo traçou um novo esquema de policiamento levando em conta o resultado dos "pontos sensíveis" - lugares de maior incidência de crimes. O novo plano consiste em realizar operações periódicas nos principais antros de criminosos, tais como: Campina dos Coelhos, Mata-Sete, morros e córregos das zonas norte e sul e áreas periféricas da cidade. O trabalho está sendo feito pelas polícias Civil e Militar, empregando 20 cães amestrados e um pelotão de cavalarianos da PMPE.
A cavalaria abordando no Córrego São Sebastião, em Água Fria. Foto: DP/1975.
INQUIETAÇÃO
Embora tendo consciência das deficiências de sua secretaria, o coronel Rui Ayres Lobo explica que nenhum organismo policial pode ser 100% eficiente, uma vez que o progresso também moderniza os criminosos, enquanto todas as secretárias de segurança do país dependem de orçamento que lhe é destinado para reequipamento. Diz ele: - Estamos estudando junto ao Executivo estadual a criação de um fundo de reaparelhamento da polícia, com uma verba destinada anualmente à compra de viaturas, aparelhos de comunicação e armamento. Temos que deixar o marginal inquieto, fazendo-o sempre sentir a presença da polícia, e com o trabalho preventivo temos certeza de que diminui o campo de atuação dos criminosos. Mesmo conseguindo limitar as ações criminosas, a violência que atualmente é uma constante não diminuirá, pois o fenômeno é mundial.
SEGURANÇA PARTICULAR
Em decorrência do aumento da criminalidade e dos efetivos limitados das entidades policiais brasileiras, o governo federal por força dos decretos-leis 1034/69 e 1103/70 criou as empresas para segurança pessoal e de valores. Recife dispõe de 11 firmas especializadas no gênero com um efetivo de 1.446 homens. Inicialmente, elas surgiram como especialistas em segurança bancária na época em que os bancos constantemente eram vítimas da violência de assaltantes. Depois, tiveram o campo de atuação ampliado, estando atualmente guardando até residências, como é o caso aqui no Recife, da família Monte, que usa o serviço de uma destas empresas.
MANDADOS JUDICIAIS
Apear de as quadrilhas mais violentas estarem atualmente desarticuladas, com a prisão dos líderes, como a “gang do fuscão branco”, os “assaltantes da Care” liderados por “Manguito”, 3.361 mandados judiciais ainda estão para serem cumpridos pela Delegacia de Capturas, desde prisões preventivas decretadas até pessoas sentenciadas. Esta especializada dispõe de nove agentes e três viaturas e tem jurisdição em todo o Estado.
Galeguinho do Coque, famoso bandido dos anos 70.
Na escalada das condenações em primeiro lugar estão casos de lesões corporais; em seguida, vêm os autores de roubos ou furtos. Para uns dos mais antigos delegados da SSP, o diretor do DOPS, Moacir Sales, o fenômeno do aumento da criminalidade está diretamente ligado ao aumento da população e ao afluxo de marginais de outros Estados: “ Em relação ao início de minha carreira na polícia, os criminosos estão mais violentos. Isto é consequência do grande alarde que os meios de comunicações fazem sobre o assunto. Nós, consciente ou inconscientemente, recebemos diariamente grande dose de violência, através de rádio, jornal e televisão. Os bandidos ao receberem a mensagem dos órgãos comunicadores, copiam o que há de mais moderno para utilizar no crime”, disse ele.
Por: Jânio Odon/BLOG VOZES DA ZONA NORTE
Fonte: Ernesto Neves/ Diário de Pernambuco



sábado, 25 de novembro de 2017

Sport Recife vence o Fluminense no Maracanã e sai do Z-4

André marca o primeiro gol do Sport Recife. Foto: Wagner Assis/Estadão.

25 de novembro de 2017 (sábado)

O Sport está vivo, vivíssimo na Série A. Consequência de um Leão determinado contra um Fluminense acomodado, sem aspirações após garantir a permanência na elite nacional na última rodada. Com dois gols de André, os rubro-negros conseguiram emendar, após 25 rodadas, uma então improvável sequência de duas vitórias consecutivas na competição, ao bater o Flu na tarde deste sábado por 2 a 1, no Maracanã. Com 42 pontos, a equipe fez a sua parte. Deixa momentaneamente a zona de rebaixamento e agora tira o secador do armário para se manter fora do Z4. 

Todos os olhos da torcida agora se voltam para Ponte Preta x Vitória, no domingo. Um empate mantém o Sport na 16ª posição, fazendo o time depender somente dele para se salvar da degola na última rodada, contra o já campeão Corinthians. Outro jogo que interessa ao Leão neste domingo é Coritiba x São Paulo. Um tropeço paranaense também interessa aos rubro-negros.

O jogo

Desde os primeiros minutos de jogo, o Sport se mostrava mais solto em campo. Parecia jogar na Ilha do Retiro tão à vontade que estava. Marcando sob pressão, tentando tomar as ações da partida e controlar o jogo, o Leão esmagou o Fluminense sobretudo nos primeiros 30 minutos iniciais. Não em vão, aos 23, já vencia por 2 a 0. E com méritos absolutos, frente a um adversário pouco interessado no jogo.

Aos 11, Marquinhos cruzou rasteiro e André assustou pela primeira vez. Três minutos depois, em um script parecido, o primeiro gol rubro-negro. Marquinhos vai novamente à linha de fundo pela direita e cruza rasteiro. André chega trombando com a defesa carioca e consegue empurrar para as redes campo um legítimo centroavante. A resposta do Flu veio pouco depois, com Douglas recebendo nas costas de Marquinhos e, de frente com Magrão, isolando a bola.

À frente do placar, o Sport era soberano. Tocava bola com tranquilidade. Assustou com Durval e Diego Souza, até que aos 23, saiu o segundo. Após cobrança de escanteio rasteiro, a bola parou em André, que girou e bateu firme para ampliar e se tornar o jogador com mais gols pelo Leão em uma edição de Brasileiro. Mesmo superior, o Leão sofreu um duro golpe aos 37. Scarpa cruzou na área, a zaga cortou mal e Marcos Júnior, de bicicleta, marcou um golaço para diminuir o placar.

André marca o segundo gol do Sport Recife. Foto: Reginaldo Pimenta/Estadão.

Segundo tempo

Para o segundo tempo, o técnico Abel Braga resolveu fazer duas alterações: saíram Marlon e Sornoza para as entradas de Matheus Alessandro e Wendel, respectivamente. As mudanças deram mais consistência ao meio de campo carioca e fez da etapa final uma partida mais equilibrada e, consequentemente, dramática para o Sport. Logo aos 6, um susto. Henrique Dourado deu ótimo passe para Marcos Junior, de frente com o gol, para em grande defesa de Magrão. O Leão respondeu logo em seguida, com Diego Souza. 

Jogando com maturidade, tocando a bola e deixando o tempo passar, o Sport voltou a assustar aos 17. Após escanteio Diego Souza cabeceou sozinho, Cavalieri deu rebote e André quase marca não fosse a agilidade do goleiro do Fluminense.

A partida seguiu equilibrada, com o Sport administrando bem o resultado. O grande susto rubro-negro, porém, veio aos 30 minutos. Pedro recebeu livre, mas cabeceou fraco para defesa de Magrão. Aos 39, o Leão teve a oportunidade de matar o jogo. Diego Souza, André e Rogério trocam passe e Rogério, na hora do chute, tenta o passe e desperdiça a oportunidade. Até o final, os rubro-negros trataram de deixar o tempo passar. Até a tensão final aos 49 minutos. Falta perigosa para o Flu e Marlon acertou o travessão. Estava sacramentada a vitória do Sport.

Fluminense 1
Diego Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Marlon (Matheus Alessandro); Marlon Freitas, Douglas, Sornoza (Wendel) e Gustavo Scarpa (Pedro); Marcos Junior e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga.

Sport Recife 2
Magrão; Raul Prata, Henríquez, Durval e Sander; Anselmo, Patrick, Marquinhos (Rogério), Diego Souza (Indio) e Mena (Rithely); André. Técnico: Daniel Paulista. 

Estádio: Maracanã (Rio de Janeiro-RJ). 
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA). 
Assistentes: Hélcio Araújo Neves (PA) e José Ricardo Guimarães Coimbra (PA). 
Gols: Marcos Júnior (37’ do 1ºT) (F); André (11’, 23’ do 1ºT) (S).
Cartões amarelos: Marcos Júnior, Renato Chaves, Marlon, Henrique Dourado (F); Anselmo, Patrick (S). Público: 12.819. Renda: R$ 219.540,00.

Por: Daniel Leal/Diário de Pernambuco.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Em 1980, A Empresa Expresso 18 de Setembro após 20 anos servindo à Bomba do Hemetério chega ao fim com muitas demissões

Expresso 18 de Setembro (1960-1980) serviu a comunidade da Bomba do Hemetério até ser vendida para a Empresa São Paulo. Gravura: busdovanderbilt.wordpress.com


Depois de 20 anos (1960 a 1980) servindo as comunidades da Bomba do Hemetério (primeira linha de ônibus oficial do bairro), Alto José Bonifácio e Alto do Mandu. A Empresa Expresso 18 de Setembro foi vendida para a Empresa São Paulo. A Expresso 18 de Setembro tinha 38 ônibus e pertencia ao empresário Lula Veras. A venda da empresa provocou a demissão de 250 funcionários. O Diário de Pernambuco do dia 4 de junho de 1980, publicou o fato da seguinte forma:
CHORO E DESESPERO NA DEMISSÃO DE 250 EMPREGADOS (o título)
“A demissão de motoristas e cobradores da Empresa 18 de Setembro gerou ontem tumultos com correrias e choros dos quase 250 funcionários que não receberam indenizações e denunciarão hoje à Delegacia do Trabalho “a manobra da empresa”. Segundo o motorista João Gomes da Silva, que trabalha na empresa a 10 anos, fazendo acordos e no ano passado teve a carteira profissional assinada, a 18 de Setembro foi vendida à Empresa São Paulo, cujos dirigentes não aceitaram os empregados. Até às 18 horas de ontem nenhum dos dirigentes da Empresa 18 de Setembro foi localizado pela reportagem e os motoristas disseram que os abusos da direção da transportadora já havia provocado inclusive a morte de um dos seus sócios, assassinado por um motorista revoltado com as injustiças sociais. José Severino da Silva tem dois anos na empresa e disse que os atrasos no pagamentos, e a falta de assinatura nas carteiras sempre foram uma constante do trabalho na 18 de Setembro. Os profissionais ficarão desempregados uma vez que o mercado não absorve o contingente de motoristas e cobradores despedidos da Empresa 18 de Setembro.
Lula Veras, o dono da 18 de Setembro
A reunião dos motoristas foi no posto de gasolina do Vasco da Gama pertencente a um dos diretores da empresa, mas para atender aos ex-empregados apenas ficou um funcionário da administração que não tinha autorização para explicar os motivos pela qual a Empresa 18 de Setembro demitira todos os seus motoristas e cobradores.”
Em fevereiro de 2008, A Empresa São Paulo foi vendida para as empresas: Caxangá, Globo, Pedrosa e Transcol.






Por: Jânio Odon/BLOG VOZES DA ZONA NORTE
Fonte: Diário de Pernambuco.



Sport Recife vence o Bahia na Ilha na esperança de sair do Z-4

Marquinhos marca o gol da vitória leonina. Foto: Diário de Pernambuco.

19 de novembro de 2017 (domingo)

O Sport está vivo na briga para permanecer na Série A. Neste domingo, o Leão conseguiu uma vitória muito importante, por 1 a 0, diante do Bahia, na Ilha do Retiro. Fez a sua parte e viu um adversário direto, o Vitória, tropeçar em casa, ao empatar em 1 a 1 com o Cruzeiro. Aguarda, agora, o resultado da Ponte Preta, outro que briga diretamente contra a queda. Nesta segunda-feira, a Macaca visita o Fluminense no Rio - o Avaí, que está logo atrás, também joga, contra o Palmeiras, em casa.

Com o fim dos jogos deste domingo, o Sport está a um ponto de distância da saída da zona de rebaixamento. Uma vitória da Ponte Preta, nesta segunda, pode levar essa vantagem para três pontos. O importante, porém, foi o Leão ter feito a sua parte. O alívio ficou claro no discurso após o apito final do árbitro. Até porque, além do resultado importante, foi o fim de uma sequência negativa sem precedentes nesta Série A: eram oito partidas sem vitória - se contabilizados jogos em casa, o jejum era de 17 confrontos.

O jogo

Apesar da goleada sofrida diante do Palmeiras, Daniel Paulista insistiu na mesma escalação do time, deixando novamente jogadores como Rogério e Rithely no banco. Contra o Bahia, a equipe demorou a engrenar. O início de jogo foi lento, com os dois clubes parando na marcação e sem conseguir criar alguma jogada efetiva. A coisa só começou a esquentar por volta dos 17 minutos e o Sport foi quem tomou a iniciativa. Mal nos últimos confrontos, Mena apareceu bem, chegando à área adversária. 

Principal nome do Sport, Diego Souza também demorou a engrenar no jogo. Passava dos 15 minutos quando ele tocou, com efetividade, pela primeira vez na bola. Quando o meia melhorou, o Leão foi junto. A partir dos 17 minutos, o domínio da partida foi rubro-negro, com o próprio DS87 perdendo uma grande chance de abrir o placar, cara a cara com o goleiro. Um pouco mais tarde, Diego Souza esteve envolvido na jogada que resultou no gol do Sport. Após jogada pela direita, ele ajeitou para André, que fez o pivô e arrumou para Marquinhos bater no canto. 

Torcedor joga sal grosso na torcida e no capacete do vigilante com seu fardamento de gala, confundido com um PM pela imprensa. Foto: Sportv

Segundo tempo

A vitória parcial do Sport no primeiro tempo era justa, diante da falta de reação do Bahia. Atento, o técnico Paulo César Carpegiani mudou para o segundo tempo. Tirou o apagado Allione, que nada havia feito, saiu para a entrada de Régis. Veloz, o meia, que está emprestado ao time baiano pelo Leão, deu outra postura ao time. Assustado, o Rubro-negro encontrou dificuldades no início da etapa final e por pouco não sofreu o empate, quando o goleiro Jean, agora batedor de faltas, acertou o travessão de Magrão numa cobrança.

O Sport só começou a reagir após a marca dos 20 minutos. André acertou uma finalização no gol aos 22, a primeira do Leão na etapa. Tentando dar mais mobilidade ao time, Daniel Paulista tirou Mena e Marquinhos e colocou Rithely e Rogério. A equipe reagiu bem à alteração, conseguindo barrar as jogadas do Bahia que, embora tivesse mais posse de bola, não levou perigo real à meta de Magrão. 

Ainda assim, o clima era tenso na Ilha. A vitória era crucial para a luta do Sport contra o rebaixamento. A notícia do gol de empate do Cruzeiro, que enfrentava o Vitória, adversário direto na luta contra a queda, provocou reação imediata na torcida. Em campo, os jogadores sentiram a energia. Aos poucos, o domínio da partida mudou de mãos. O Rubro-negro voltou a dar trabalho e teve chances de marcar, parando nas boas defesas de Jean. Sem dar mais chances ao adversário, o Leão segurou a importante vitória com inteligência até o apito final.

Diego Souza voltou a jogar bem e participou da jogada do gol leonino. Foto: NE10.UOL.

Sport Recife 1

Magrão; Raul Prata, Henríquez, Durval e Sander; Anselmo, Patrick, Mena (Rithely), Marquinhos (Rogério) e Diego Souza; André. Técnico: Daniel Paulista.

Bahia 0

Jean; Eduardo, Tiago, Thiago Martins e Juninho Capixaba; Edson, Juninho (Vinícius), Zé Rafael (Hernane) e Allione (Régis); Edigar Junio e Mendoza. Técnico: Paulo César Carpegiani. 

Estádio: Ilha do Retiro (Recife-PE). Árbitro: Wágner do Nascimento Magalhães (Fifa-RJ). Assistentes: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (RJ) e Diogo Carvalho Silva (RJ). Gols: Marquinhos (aos 40 min do 1°T). Cartões amarelos: Henríquez, Durval, Sander, André (S), Eduardo, Régis, Juninho Capixaba (B). Público: 14.697. Renda: R$ 64.253. 

Por: Alexandre Barbosa/Diário de Pernambuco.

domingo, 19 de novembro de 2017

Em 1979, surge a Vila Skylab (Escailabe) na Bomba do Hemetério

A Vila Escailabe entre a Rua do Rio e o Alto José do Pinho. Hoje, já existe água, energia elétrica e as escadarias, mas, os pioneiros não tinham nada disto. As dificuldades eram bem maiores. Foto: Google.

Em agosto de 1979, grupos de pessoas invadem as encostas entre a Rua do Rio e Alto José do Pinho, terras logo identificadas como da Imobiliária Vieira da Cunha. A nova invasão de imediato ganhou o nome de "Vila Skylab", o nome da vila estava relacionado ao grande assunto do momento. Uma grande nave espacial estava preste a cair sobre a terra, o medo era grande das pessoas que temiam que parte dela ao se desintegrar na atmosfera, caísse sob suas cabeças. Não era boato, o fato era real, tratava-se da primeira Estação Espacial da Nasa. A nave norte-americana havia entrado em óbita em maio de 1973 e que no dia 11 de julho de 1979, a nave despedaçou-se no espaço e parte dela veio a cair no Oceano Índico e outra parte ao oeste da Austrália sem atingir ninguém.
A vila atualmente recebeu o nome aportuguesado de "Vila Escailabe". A invasão não deixou de ser mencionada pela imprensa. No dia 24 de agosto de 1979, o Diário de Pernambuco publicou o seguinte:
Em 1979, as crianças participando da construção do casebre. Foto: DP-24/8/1979.

CUSTA Cr$ 1,00 O METRO QUADRADO DA "SKYLAB" (O TÍTULO)

Ajuste nos termos do contrato com a Imobiliária Vieira da Cunha; água, luz e escadarias, são, ao lado das permanentes dificuldades financeiras, os principais problemas dos moradores da recém implantada Vila Skylab, na Bomba do Hemetério.
A partir do próximo mês, dependendo das negociações, todos começarão a pagar a quantia de Cr$ 1,00 (um cruzeiro), por metro quadrado, aos proprietários do terreno. Até agora já estão prontos cerca de 80 casebres de taipa, e a construção dos restantes, que irão para as 274 famílias já cadastradas, está encaminhada.

GAFIEIRA

A grande preocupação da Comissão de Moradores, que se reúne semanalmente com o pessoal da Justiça e Paz, é manter a ordem e os bons costumes. Por isso não querem saber de gafieiras por perto. João Rosa da Silva, um dos lideres, foi bem claro: "Estou gastando, para fazer minha casa Cr$ 14 mil cruzeiros, que um irmão emprestou. Assim como eu, os meus vizinhos também são sacrificados. Aqui não temos divertimentos, e nosso fim de semana é animado com o trabalho, cada um ajeitando seu canto. Por isso não estamos sentindo falta de dança e nem queremos gafieira por perto, pois essas coisas só trazem confusão."

Ontem à tarde, o aspecto da Vila Skylab e suas subdivisões (Campinho e Macaibeira) era de absoluta tranquilidade. As crianças brincando de balanço, com uma corda amarrada numa árvore; de bambolê, de pega etc. - as mulheres cuidando dos afazeres domésticos, e os homens trabalhando no barro, cortando madeira, levantando os casebres. A água sendo buscada numa cacimba das redondezas. Transporte a toda hora com as linhas de Bomba do Hemetério e Alto Santa Terezinha.

O Skylab que caiu
O AJUSTE

Para a resolução dos problemas dos moradores foram feitas entre eles três comissões. Uma irá a Compesa tratar do caso da água; outra irá para a prefeitura pedir escadarias ao prefeito Gustavo Krause; e a outra irá a Celpe pedir luz.

Finalmente, o ajuste em relação ao contrato entre a imobiliária e os moradores está sendo tratado, em meio a muitos mal entendidos, pelo advogado da Comissão de Justiça e Paz.
Acontece que, ao contrário do que havia sido combinado anteriormente entre as partes, a imobiliária exigiu que  ao final do contrato, dentro de três anos, o mesmo fosse renovado segundo o índice de ORTN do governo, o que significa, no minimo um aumento de 200%. 

Esta clausula não foi aceita. Os moradores querem o aumento de 10% ao ano na taxa de Cr$ 1,00 por metro quadrado ocupado. Os outros detalhes foram resolvidos, mas enquanto houver esta pendência - que ninguém sabe quando ou como será solucionada - a situação continuará a mesma.

GALERIA DE FOTOS E NOTÍCIAS DA VILA SKYLAB (ESCAILABE)


Diário de Pernambuco de 25/8/1979

DP- 25/8/1979- Senhora chora emocionada após tentativa de demolição na Vila Skylab.


DP- 28/7/1979- Homem ao lado de uma criança tomando conta de seu barraco na Vila Skylab.


DP- 31/8/1979- Moradores da Vila Skylab levantando seus barracos.


Diário de Pernambuco de 26/7/1979


Diário de Pernambuco de 28/7/1979
Diário de Pernambuco de 31/8/1979


Diário de Pernambuco de 25/10/1980
Diário de Pernambuco de 30/5/1981
Por: Jânio Odon/BLOG VOZES DA ZONA NORTE
Fonte: Diário de Pernambuco e Diário de Notícias de Portugal. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Em 1976, Gigante do Samba era despejado do São Luiz Show da Bomba do Hemetério

O GRES Gigante do Samba foi despejado do São Luiz e ainda seu maior rival na época, Estudantes de São José, assumiu o seu espaço. A maior humilhação de sua história. Foto: Ilustração.

O inferno astral da Escola de Samba Gigante do Samba começou depois que a agremiação perdeu na passarela em fevereiro de 1975, aquele que seria o tricampeonato, para a Estudantes de São José. Para piorar, foi bastante criticada pelo jornais, principalmente pelo Diário de Pernambuco, que teria o samba enredo dedicado ao seu sesquicentenário e que teve o seu enredo substituído por outro dedicado a Cidade de Olinda. A direção do Diário parece não ter digerido a troca, isto causou uma certa mágoa e um grande desgaste entre as partes. Tanto foi verdade, que após a divulgação da apuração dando a vitória para a Escola de Samba Estudantes de São José, o ilustre colunista social João Alberto em sua coluna no dito jornal não deixou de mencionar a questão da troca do enredo, como também não poupou Gigantes pela falta de humildade e que os diretores da escola estavam com um rei na barriga.
Para piorar ainda mais a situação,  em setembro, o compositor e carnavalesco José Jaquaré de Oliveira Araújo (Jaquaré), de Gigante do Samba foi agredido durante os ensaios na quadra do São Luiz Show, da Bomba do Hemetério, por policiais militares após ter tentado defender uma pessoa ali detida. Jaquaré acusou o diretor do clube, Almir Maranhão de ter dado apoio aos policias agressores.
Em novembro, Gigante do Samba anunciava Selma, sua nova rainha da bateria e dispensava Ana do Alto do Pascoal, considerada a melhor rainha de bateria de Pernambuco, segundo a diretoria da escola, ela foi dispensada por indisciplina, mas outros, falaram que ela estava perdendo a forma fisíca e que a agremiação quis inovar.
Mas, o fato que mais abalou a Escola Gigante do Samba, aconteceu em abril de 1976, quando Gigantes foi despejada do São Luiz Show onde realizava os seus ensaios todas sextas-feiras. A humilhação foi maior ainda porque sua maior rival na época, Estudantes de São José assumiu o seu velho espaço. Gigante do Samba penou e chegou a fazer seus ensaios no América, da Estrada do Arraial em Casa Amarela.
O Diário de Pernambuco do dia 12 de abril de 1976, publicou o fato da seguinte forma:
GIGANTES DO SAMBA EXPULSA DO LOCAL ONDE FAZIA SAMBA (o título)
"Em carta de três laudas, o diretor-presidente do São Luiz Show da Bomba do Hemetério, Almir Albuquerque Maranhão, justifica porque impediu que a Escola Gigante do Samba continuasse realizando ensaios na quadra de esportes do clube.
Revelou que a cinco anos foi convidado para festa de lançamento da pedra fundamental da sede de Gigante no Alto do Pascoal e, como chovia muito, convidou o pessoal para ensaiar no São Luiz. A partir de então, os sambistas reuniram-se e, dois anos depois, resolveram fazer uma batucada às sextas-feiras, afinando a bateria. O negócio "pegou" e o público prestigiou os ensaios de bateria.
O prestigiado cantor e compositor de samba Belo Xis vivenciou as glórias e os fracassos da Gigante do Samba.
DESIGUAL
Quando os ensaios tomaram forma, os diretores de Gigante do Samba ficaram explorando a portaria, o bar e a barraca de bebidas. Dedé se encarregou da barraca, Ivanildo Cabral do bar, Zuca e Ary ficaram com a portaria, sem no entanto prestar contas com ninguém.
Em 1974, observando que o clube estava levando grande desvantagem com o negócio, o diretor-presidente Almir Albuquerque Maranhão marcou reunião com Zuca e Belo Xis, para achar uma solução viável que atendesse aos interesses das duas agremiações quanto às despesas de luz, água, direitos-autorais, material de expediente, enfim a manutenção da entidade. Na ocasião ficou acertado que por cada ensaio seriam pagos Cr$ 1.000,00 (Hum mil cruzeiros) ao São Luiz Show. O pagamento foi efetuado sem recibo ou qualquer outro documento.
BAR
Em 1975, durante a temporada carnavalesca, Almir Maranhão convocou nova reunião com Zuca e Belo Xis e, desta vez, ficou decidido que o clube exploraria o bar e a barraca de bebidas, obrigando-se a pagar o policiamento, o lanche dos batuqueiros, deixando a portaria para a escola de samba. Também ficou acertado que o clube pagaria um cachê a Zuca e Belo Xis, dependendo o movimento do bar. No entanto, o cachê não foi pago e os dois começaram a hostilizar Almir Maranhão, promovendo festas e mais festas, deixando a despesa para o clube, além do que os batuqueiros causaram toda sorte de depredação, como quebra de copos, brigando etc.
MACONHA
Antes do carnaval deste ano, Almir Maranhão foi informado que o tráfico de maconha era grande nos ensaios de Gigantes. Reuniu a diretoria , expôs a situação, apontando inclusive todos os envolvidos que, segundo ele, são a maioria.
As atitudes da diretoria do São Luiz Show foram piorando, muito embora nos últimos ensaios tenha sido arrecadada a quantia de Cr$ 150.000,00 (Cento e cinquenta mil cruzeiros), que ninguém sabe como foi aplicada, vez que não existe uma correta escrituração.
- Não tenho mágoas do pessoal de Gigante, reconheço que eles contribuíram para o crescimento do São Luiz. No entanto, essa ajuda foi mútua. Se os diretores não agiram corretamente é outro problema do qual já nos livramos, disse Almir Maranhão. Agora quem vai ensaiar na quadra do clube de Água Fria é a Escola Estudantes de São José, cujo presidente, Valdeck Melo, é amigo de infância de Almir Maranhão.
DESPEJO SAIU APÓS 2 ANOS DE BATUCADA SEM PAGAMENTO
A agremiação carnavalesca Gigante do Samba foi expulsa da quadra do São Luiz Show da Bomba do Hemetério, em Água Fria, e agora encontra-se sem lugar de ensaio, o que poderá prejudicá-la no próximo carnaval. O São Luiz Show pertence ao vereador Aristófanes de Andrade e a seu irmão Antônio Luis. A expulsão de Gigante foi causada por um desentendimento entre o presidente Belo Xis e o encarregado do São Luiz Show, Almir Maranhão.
ESTUDANTES DE SÃO JOSÉ
Gigantes perdeu na passarela para Estudantes e, agora, fica também sem sede, que será cedida a escola de samba do bairro de São José.  Sem participar da briga. Estudantes mais uma vez se beneficia com as "cabeçadas" de Gigante.
No São Luiz Show da Bomba do Hemetério também funciona  o Centro Social de Água Fria, mantido pelos irmãos Aristófanes e Antônio Luiz Filho. O motivo da expulsão de Gigante não foi revelado, mas sabe-se que a agremiação, após a derrota para Estudantes, ficou em grave crise financeira.
Por: Jânio Odon/BLOG VOZES DA ZONA NORTE

Fonte: Diário de Pernambuco.