quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Náutico, vice-campeão da Taça Brasil de 1967

Uma das formações do Clube Náutico Capibaribe, Vice-Campeão da Taça Brasil de 1967: (Em pé) Gena, Mauro, Fraga, Clóvis, Lala e o goleiro Lula. (Agachados): Miruca, Paulo Choco, Bita, Ivan e Nino.


A Taça Brasil de futebol foi uma competição organizada pela antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos) em 1959, e que foi disputada até 1968. Daí, saía os dois clubes representantes do Brasil na Taça Libertadores. A disputa da Taça Brasil de 1967, começou no dia 30 de junho e terminou em 29 de dezembro. Foram realizadas 61 partidas e marcados 168 gols, média de 2,75 gols por jogo. O artilheiro da competição foi o jogador Chicletes (Treze-PB) com 6 gols. A maior goleada aconteceu no dia 19 de novembro: Grêmio 8 x 0 Perdigão(SC). 

Neste período, o Esporte Clube Bahia, o Clube Náutico Capibaribe e o Fortaleza Esporte Clube eram as melhores equipes do Nordeste Brasileiro. Na Taça Brasil, o Bahia chegou a ser campeão em 1959. Com a atual unificação feita pela CBF, o Bahia é considerado o primeiro campeão brasileiro de futebol da “Série A”, depois, foi vice-campeão em 1961 e 1963, perdendo ambas vezes, para o poderoso Santos de Pelé. O Fortaleza por sua vez, foi vice-campeão por duas vezes. A primeira em 1960, onde perdeu a final para o Palmeiras de Ademir da Guia, e em 1968, quando perdeu na final para o grande Botafogo de Mané Garrincha.

O Clube Náutico Capibaribe dominou o futebol pernambucano na década de 60 do século XX. Montou o melhor time de sua história futebolística em todos os tempos. Conquistou sete vezes o Campeonato Pernambucano (1960, 63, 64, 65, 66, 67 e 68) e mantem até hoje, o maior tabu do campeonato pernambucano, o hexa campeonato. Nessa época, o Clube Náutico Capibaribe tinha uma equipe capaz de derrotar grandes times como o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir da Guia, e o Cruzeiro de Tostão e Piazza. O Náutico tinha Bita, o maior artilheiro da história do futebol pernambucano com 224 gols. Duas vezes artilheiro da Taça Brasil. Em 1965, com 9 gols, e em 1966, com 10 gols. Para Taça Brasil de 1967, o Náutico recontratou o seu grande artilheiro, Bita, que havia ido para o Nacional do Uruguai, sendo o primeiro jogador de um clube pernambucano a ir jogar no exterior, mas, ele não se adaptou ao futebol uruguaio e retornou após seis meses, e não foi bem na competição devido à contusões. O Náutico já havia contratado no ano anterior junto ao Treze de Campina Grande, Miruca, que foi o grande nome desta competição. Trouxe de volta, Salomão, que foi jogar no Santos, depois foi negociado ao Vasco da Gama e posteriormente, retornou ao Recife para concluir o curso de medicina, sendo um dos grandes nomes desta campanha do alvirrubro de Rosa e Silva. Outros nomes que foram encaixados  neste grande elenco e se destacaram foram: o goleiro Lula, que retornou depois de se recuperar de várias lesões, e o prata da casa, Rafael, que foi a grande revelação da equipe alvirrubra. Entre os veteranos destacaram-se, o clássico defensor Gena; o goleiro Valter; o meia Ivan Brondi e os atacantes Ladeira e Nino.

Duque era o técnico do Náutico
A TRAJETÓRIA ALVIRRUBRA

O Náutico começou a disputa da Taça Brasil de 1967, no dia 22 de outubro, no Estádio dos Aflitos, enfrentando o campeão cearense, o América, que fazia 31 anos que não levantava a taça do estadual, e que já havia vencido os confrontos com o Paysandu e Treze. O Náutico venceu o América pelo placar de 1 a 0, gol de Salomão. O arbitro do confronto foi Guálter Portela Filho (RJ). Público aproximado de 8.000 torcedores, com renda de NCr$ 21.414,00.

O jogo da volta, aconteceu em 29 de outubro, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Com a arbitragem de Amilcar Ferreira (RJ) e uma renda de NCr$ 24.000,00. A imprensa na época, não informava o público. O Náutico voltou a vencer o América por 1 a 0, gol de Miruca. O América perdeu com: Pedrinho; Ribeiro, Cícero, Luciano Frota e Ninoso (Aráujo); Osmar e Loril; Mozart, Wilson, Da Silva e Zé Geraldo. O Náutico venceu e classificou-se para próxima fase com a seguinte formação: Lula; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Salomão, Ladeira e Ivan; Miruca, Nino (Paulo Choco) e Lala. Técnico: Duque.

ROTA MINEIRA

Depois de despachar o campeão cearense, o Náutico pegou duas pedreiras. O Atlético Mineiro, campeão mineiro de 1966 e posteriormente, o poderoso Cruzeiro de Raul Plasmann, Piazza e Tostão e Cia. Campeão da Taça Brasil do ano anterior.

O segundo play-off alvirrubro foi contra o Atlético Mineiro, que já havia despachado o Goytacaz (RJ) e o Botafogo carioca de  Manga, Leônidas, Gerson e do técnico Zagalo. Que foi eliminado, pasmem! Na moeda, no cara-coroa. O primeiro confronto aconteceu em 22 de novembro, na Ilha do Retiro. Todos os gols foram marcados no primeiro tempo. Salomão cobrando falta de fora da área, abriu a contagem aos 4 minutos. Ladeira fez o segundo gol aos 37 minutos e Bita fez o terceiro aos 42 minutos. O arbitro foi Romualdo Arpi Filho. O Náutico venceu com Lula (depois, Valter); Gena, Mauri, Fraga e Clóvis; Salomão e Ivan; Miruca, Bita, Ladeira e Lala. Técnico: Duque. O Atlético Mineiro perdeu com Luizinho; Humberto, Edmar, Dilsinho e Varlei; Mario e Santana; Willian, Bianchini, Beto (depois Lola) e Pelado. Técnico auxiliar: Dequinha.

O segundo jogo, aconteceu em 29 de novembro, no Mineirão. O Atlético Mineiro venceu o Náutico por 2 a 0, gols de Amaury e Mauro (contra). Com este resultado, foi necessário a realização de um terceiro jogo. O arbitro foi Amilcar Ferreira (RJ). Renda: NCR$ 63.440,00 e o público foi de 23.327 torcedores. O Atlético Mineiro jogou completo, pois no jogo de Recife poupou alguns titulares pensando que o Náutico seria presa fácil. A equipe mineira atuou e venceu com: Hélio; Canindé, Grapete, Dilsinho e Décio; Vanderlei e Adilson (depois Amauri); Buião, Laci, Renaldo e Tião. Técnico: Freitas Solich.

O goleiro Lula garante o empate do Náutico em 2 a 2 no Mineirão, que eliminou o Atlético. Foto extraída do Blog do Roberto.

O terceiro e decisivo jogo, aconteceu no dia 1º de dezembro, também no Mineirão. O primeiro tempo do jogo normal terminou sem gols. No segundo tempo, logo aos 6 minutos, Amauri marcou para o Atlético. Aos 19 minutos, pênalti para o Náutico. João Silva derrubou Miruca dentro da grande área. Salomão cobrou e o goleiro Hélio defendeu. Mas, aos 28 minutos, Miruca empatou para o timbu e aos 30 minutos, Nino desempatou para o alvirrubro pernambucano. Mais o jogo era dramático e o galo mineiro empatou novamente aos 33 minutos, através de Laci. 

Terminado o jogo no tempo normal em 2 a 2. As equipes foram para a prorrogação para decidir a vaga para próxima fase. Com dois tempos de 15 minutos. Atlético e Náutico fizeram um jogo eletrizante, até que aos 8 minutos da etapa final da prorrogação, outro pênalti para o Náutico. Vanderlei derrubou Gena dentro da área. Miruca chutou forte, a bola bateu na trave e saiu para linha de fundo. Mas, o Náutico suportou a pressão e segurou o empate até o arbitro dá o apito final. 

O arbitro do jogo foi Ethel Rodrigues (MG). O público foi de 31.714 torcedores, com uma renda de NCr$ 82.440,00. O Atlético Mineiro jogou com: Hélio; Canindé, João Silva, Grapete, Décio (depois Varlei); Vanderlei e Amauri; Buião, Laci, Lola e Tião. Técnico: Freitas Solich. O Náutico classificou-se com: Lula; Gena, Mauro, Clóvis e Fraga; Paulo Choco (depois Salomão) e Ivan; Miruca, Nino, Ladeira e Lala. Técnico: Duque.

O terceiro adversário do Náutico foi uma pedreira. O alvirrubro pernambucano enfrentou o poderoso Cruzeiro dos consagrados Raul Plasmann, Piazza, Tostão e Dirceu Lopes. Atual campeão da Taça Brasil, a raposa entrou na competição já nas semifinais. 

O primeiro jogo aconteceu no dia 6 de dezembro no Mineirão. O Cruzeiro venceu pelo placar de 2 a 1. Os gols aconteceram no 2º tempo. Hilton Oliveira abriu o placar para o Cruzeiro aos 23 minutos, Rafael empatou para o Náutico aos 37 minutos, e dois minutos depois, Natal fez o gol da vitória cruzeirense. O arbitro foi Cláudio Magalhães (RJ) e a renda somou a importância de NCr$ 92.580,00. O Cruzeiro venceu com: Raul; Pedro Paulo, Vitor, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes;, Natal, Tostão, Evaldo (depois Davi) e Hilton Oliveira. Técnico: Orlando Fantoni. O Náutico perdeu com: Lula; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Salomão (depois Rafael) e Ivan; Miruca, Nino, Ladeira e Lala. Técnico: Duque. Na outra semifinal, o Grêmio venceu o Palmeiras em Porto Alegre, por 2 a 1.

O Náutico conquistou uma façanha incrível. Eliminou o Cruzeiro que era na ocasião, o atual campeão da Taça Brasil e tinha um grande elenco como este. Em pé: Neco, Pedro Paulo, Willian, Procópio, Piazza e o goleiro Raul. (agachados) Natal, Tostão, Evaldo, Dirceu Lopes e Hilton Oliveira.

O segundo jogo aconteceu no dia 13 de dezembro no Estádio da Ilha do Retiro (Recife). O Náutico foi espetacular. Em grande jogo, os alvirrubros não tomaram conhecimento do então, campeão da Taça Brasil e venceram o Cruzeiro pelo convincente placar de 3 a 0. O primeiro gol aconteceu aos 20 minutos do primeiro tempo, através de Miruca, de pênalti. Logo depois, aos 29 minutos, Lala, ampliou o placar. No segundo Tempo, o Náutico fez mais um, novamente através do paraibano Miruca, o grande nome do jogo, aos 13 minutos. O público foi de 38.074 torcedores. Renda recorde no Recife, NCr$ 104.848,00 (Cento e quatro mil, oitocentos e quarenta e oito cruzeiros novos). O arbitro foi Antônio Viug (RJ). O Náutico venceu com: Lula (depois Valter); Gena Mauro, Fraga e Clóvis; Salomão e Ivan; Miruca, Ladeira, Nino e Lala. Técnico: Duque. O Cruzeiro perdeu com: Raul; Pedro Paulo, Vitor (depois Vavá), Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Zé Carlos, Tostão e Hilton Oliveira. Técnico: Orlando Fantoni. No outro jogo da semifinal, O Palmeiras venceu o Grêmio no Pacaembu (SP) por 3 a 1. 

O terceiro e decisivo jogo contra o Cruzeiro, aconteceu novamente no Estádio da Ilha do Retiro (Recife), em 15 de dezembro. O jogo foi duríssimo, mais o Náutico conseguiu segurar o ímpeto da excelente equipe do Cruzeiro, tanto no tempo normal, como na prorrogação, que terminaram em 0 a 0. Com este resultado, o Clube Náutico Capibaribe se credenciou a jogar a finalíssima da Taça Brasil contra o Palmeiras de Ademir da Guia e Cia, que vencera novamente o Grêmio por 2 a 1, no Pacaembu (SP). 
O Palmeiras sagrou-se campeão da Taça Brasil de 1967 com esta escalação que está faltando o grande Ademir da Guia. Em pé: o goleiro Perez, Geraldo Scalera, Baldocchi, Minuca, Ferrari e Zequinha (ex- Santa Cruz). Agachados: César, Servílio, Tupãzinho, Dudu e Lula. Obs: Zequinha e Lula eram pernambucanos. Zequinha nasceu no Recife, e Lula em Arcoverde.

OS FINALISTAS

O primeiro jogo da finalíssima, aconteceu no Recife, no Estádio da Ilha do Retiro. O Náutico pressionou o Palmeiras nos 10 minutos iniciais, depois, o Palmeiras equilibrou o jogo, chegando a dominar o jogo. Destaque para Ademir da Guia, Zequinha e Tupãzinho, que jogaram muita bola. O primeiro gol do jogo, aconteceu aos 17 minutos da fase inicial. Num contra-ataque do Náutico, Ladeira recebeu no meio de campo e lançou em profundidade para Nino, em posição de impedimento. O arbitro estava longe do lance e o bandeirinha, também não deu. Nino tocou na saída do goleiro Perez para abrir o placar. Aos 23 minutos, Geraldo cruzou uma bola alta na área do Náutico e Cesar empatou de cabeça. Aos 37 minutos, num chute de longa distância, Zequinha virou para o Palmeiras. No segundo tempo, a torcida alvirrubra esperava uma reação  do Náutico, mas, logo aos 20 segundos, dada a saída no meio de campo, Lula infiltrou-se pelo lado esquerdo do campo e arrematou forte e cruzado contra o gol de Lula, que nada pôde fazer. O jogo seguiu bem disputado até o final. Náutico 1 x 3 Palmeiras. No dia seguinte, na seção de esportes, a “Folha de São Paulo” anunciava: “Taça é quase do Palmeiras”.

O arbitro do jogo foi Arnaldo César Coelho (RJ) com uma atuação regular. A renda somou a quantia de NCr$ 91.150,00. Público aproximado de 20.000 torcedores. O Náutico perdeu com: Lula; Fernando, Mauro, Fraga e Clóvis; Salomão (depois Paulo Choco) e Ivan; Miruca, Nino, Ladeira e Lala. Técnico: Duque. O Palmeiras venceu com: Perez; Geraldo, Baldocchi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; Cesar, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula. Técnico: Mario Travaglini.


A forte marcação imposta pelo Náutico no Pacaembu diante do Palmeiras, levou o alvirrubro pernambucano a vitória inesperada pelo placar de 2 a 1 e forçou o terceiro e decisivo jogo no Maracanã. Foto: Folha de São Paulo.

O segundo jogo da decisão aconteceu em São Paulo, no Estádio do Pacaembu. A torcida e a imprensa esportiva, não só de São Paulo, como de todo o país, dava como certa, a vitória palmeirense. No entanto, o Clube Náutico Capibaribe, mostrou que não era um mero coadjuvante. Jogou com muita garra e valentia, num jogo digno de uma decisão. E o clube pernambucano de Rosa e Silva saiu do Pacaembu com uma vitória surpreendente e emocionante em cima de um esquadrão magnífico que era a equipe alviverde do Palestra Itália.

O jogo foi emocionante do início ao fim, o Náutico provou que era o melhor time do Nordeste e mostrou dentro de campo que não estava para brincadeira. O Náutico abriu o placar logo aos 17 minutos de jogo, através de Ladeira. Numa rebatida da defesa palmeirense, o atacante alvirrubro que se encontrava na intermediária acertou um chute forte com efeito, no ângulo superior direito do goleiro Perez que estava adiantado. Aos 30 minutos, Fraga e Servilio se agrediram e foram expulsos. Aos 43 minutos, Miruca em brilhante jogada no meio de campo, driblou Dudu, Ferrari e Zequinha e invadiu a área palmeirense servindo a Nino que deu um drible de corpo em Baldocchi e na saída do goleiro Perez, tocou com um leve toque no canto direito do arqueiro. 

No segundo tempo, mais emoção. Aos 18 minutos, Ladeira e Baldocchi se embolaram no gramado, e o árbitro verificou uma agressão mutua e expulsou os dois. Aos 36 minutos, Dudu avança pela direita e cruza para Tupãzinho entre a zaga do Náutico, que marca o gol de honra do Palmeiras.

A Folha de São Paulo em sua análise, considerou Dudu, o melhor jogador palmeirense. E destacou os dois goleiros alvirrubros Lula, que machucou-se e foi substituído por Valter. O zagueiro Mauro, os meias Rafael e Ivan, e os atacantes Miruca e Nino.
A renda no Pacaembu foi de NCr$ 98.632,00. O árbitro foi Arnaldo Cesar Coelho (RJ) com bom desempenho. O Palmeiras perdeu com: Perez; Geraldo Scalera, Baldocchi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; Cesar, Servilio, Tupãzinho e Lula (Ademir da Guia). Técnico: Mario Travaglini. O Náutico venceu com: Lula (depois Valter); Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Rafael e Ivan; Miruca, Ladeira, Nino e Lala (depois Limeira). Técnico: Duque.

Com este surpreendente resultado do Náutico, houve o terceiro e decisivo jogo em campo neutro, realizado no Maracanã. 
Num Maracanã encharcado pelas fortes chuvas que castigaram o gramado durante todo o dia, e que afugentou muita gente de ir ao estádio. O Náutico, apesar do esforço, não fez um bom jogo e acabou perdendo para o Palmeiras pelo placar de 2 a 0, gols de Cesar aos 7 minutos do primeiro tempo, e Ademir da Guia aos 33 minutos do 2º tempo.

A Folha de São Paulo assim publicou sobre o jogo: “ Baqueou o Náutico ante uma equipe que foi superior, mas não deixou má impressão. Seu ataque não apareceu por duas razões: o controle de seu meio de campo, que não foi pros lados. Não pôde expandir-se e porque os seus pontas foram bem marcados e assim os elementos de área se viram alvo mais fácil da capacidade de destruição de Minuca e Baldocchi. Valter (goleiro do Náutico), sem repetir a ação do Pacaembu, foi figura saliente da defesa. Gena o mais clássico e seguro dos zagueiros, enquanto Mauro e Fraga saíram-se bem, apesar da árdua tarefa. Clóvis o menos eficiente. Rafael e Ivan tiveram mais saliência no trabalho defensivo, enquanto Miruca e Nino foram os melhores avantes”.

O goleiro Valter (Náutico) nada pôde fazer no chute potente do atacante César, que abriu o placar no Maracanã. Foto: O Globo.

O jogo do Maracanã, aconteceu em 29 de dezembro, o árbitro foi Armando Marques (RJ). O público de 16.577 para uma renda NCr$ 43.537,75. O Palmeiras venceu com: Perez; Geraldo Scalera, Baldocchi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; Cesar, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula. Técnico: Mario Travaglini. O Náutico perdeu com: Valter; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Rafael e Ivan; Miruca, Ladeira (Paulo Choco), Nino e Lala. Técnico: Duque.

Com este resultado, o Palmeiras tornou-se Campeão da Taça Brasil de 1967. O Clube Náutico Capibaribe ficou com o vice-campeonato e tornou-se o primeiro clube pernambucano classificado para a disputar a Taça Libertadores da América (1968). 

A Taça Brasil de 1967 foi disputada por 21 clubes: Palmeiras(SP), Cruzeiro(MG), Atlético(MG), Botafogo(RJ), Grêmio(RS), Náutico(PE), Treze(PB), CSA(AL), ABC(RN), América(SE), Leônico(BA), América(CE), Piauí(PI), Moto Clube(MA), Paysandu(PA), Goytacaz(RJ), Rio Branco(ES), Goiás(GO), Rabello(DF), Ferroviário(PR) e Perdigão(SC). 


CAMPANHA DOS CLUBES PERNAMBUCANOS NA TAÇA BRASIL (1959-1968)

TAÇA BRASIL DE 1959 
23/8/59- Auto Esporte(PB) 0 x 3 Sport Recife – Local: Almeidão (PB) 
30/8/59- Sport Recife 5 x 2 Auto Esporte(PB) – Local: Ilha do Retiro (PE)
13/9/59- Sport Recife 2 x 2 Tuna Luso (PA) – Local: Ilha do Retiro (PE)
27/9/59- Tuna Luso (PA) 1 x 3 Sport Recife – Local: Francisco Vasquez (PA)
27/10/59- Bahia 3 x 2 Sport Recife –  Local: Fonte Nova (BA)
30/10/59- Sport Recife 6 x 0 Bahia – Local: Ilha do Retiro (PE)
3/11/59- Sport Recife 0 x 2 Bahia – Local: Ilha do Retiro (PE) (Bahia classificado)

TAÇA BRASIL DE 1960
16/11/60- Santa Cruz 2 x 2 Fortaleza – Local: Ilha do Retiro (PE)
23/11/60- Fortaleza 2 x 1 Santa Cruz- Local: Presidente Vargas (CE) (Fortaleza classificado)

TAÇA BRASIL DE 1961
23/11/61- Náutico 0 x 0 Bahia- Local: Aflitos (PE)
27/11/61- Bahia 1 x 0 Náutico- Local: Fonte Nova (BA) (Bahia classificado)

TAÇA BRASIL DE 1962
12/10/62- Sport Recife 2 x 0 Ceará- Local: Ilha do Retiro (PE)
17/10/62- Ceará 1 x 1 Sport Recife- Local: Presidente Vargas (CE)
20/11/62- Campinense (PB) 0 x 0 Sport Recife- Local: Plínio Lemos (PB)
24/11/62- Sport Recife 3 x 0 Campinense (PB)- Local: Ilha do Retiro (PE)
12/1/63- Sport Recife 1 x 1 Santos- Local: Ilha do Retiro (PE)
16/1/63- Santos 4 x 0 Sport Recife- Local: Pacaembu (SP) (Santos classificado)

TAÇA BRASIL DE 1963
15/9/63- Paysandu 0 x 1 Sport Recife- Local: Francisco Vasquez (PA)
19/9/63- Sport Recife 2 x 0 Paysandu- Local: Ilha do Retiro (PE)
25/9/63- Sport Recife 2 x 2 Bahia – Local: Ilha do Retiro (PE)
29/9/63- Bahia 1 x 0 Sport Recife- Local: Fonte Nova (BA) (Bahia classificado)

TAÇA BRASIL DE 1964
30/8/64- Náutico 3 x 1 Paysandu- Local: Aflitos (PE)
6/9/64- Paysandu 0 x 6 Náutico- Local: Curuzu (PA)
20/9/64- Náutico 3 x 0 Ceará- Local: Aflitos (PE)
27/9/64- Ceará 1 x 0 Náutico- Local: Presidente Vargas (CE)
29/9/64- Ceará 4 x 0 Náutico- Local: Presidente Vargas (CE) (Ceará classificado)

TAÇA BRASIL DE 1965
29/8/65- Remo 3 x 0 Náutico – Local: Baenão (PA)
5/9/65- Náutico 3 x 1 Remo – Local: Aflitos (PE)
7/9/65- Náutico 3 x 1 Remo – Local: Aflitos (PE)
15/9/65- Náutico 2 x 0 Vitória (BA) – Local: Aflitos (PE)
22/9/65- Vitória (BA) 0 x 2 Náutico – Local: Fonte Nova (BA)
13/10/65- Fortaleza 2 x 3 Náutico – Local: Presidente Vargas (CE)
20/10/65- Náutico 3 x 2 Fortaleza – Local: Aflitos (PE)
3/11/65- Náutico 2 x 2 Vasco da Gama – Local: Aflitos (PE)
10/11/65- Vasco da Gama 1 x 0 Náutico – Local: Maracanã (RJ) (Vasco da Gama classificado)

TAÇA BRASIL DE 1966
28/9/66- Náutico 3 x 0 Vitória (BA) – Local: Aflitos (PE)
15/10/66- Náutico 3 x 2 Vitória (BA) – Local: Ilha do Retiro (PE)
19/10/66- Palmeiras 0 x 0 Náutico – Local: Pacaembu (SP)
26/10/66- Náutico 0 x 0 Palmeiras – Local: Ilha do Retiro (PE)
28/10/66- Náutico 3 x 0 Palmeiras - Local: Ilha do Retiro (PE)
9/11/66- Náutico 0 x 2 Santos – Local: Ilha do Retiro (PE)
17/11/66- Santos 3 x 5 Náutico – Local: Pacaembu (SP)
19/11/66- Santos 4 x 1 Náutico – Local: Pacaembu (SP) (Santos classificado)

TAÇA BRASIL DE 1967
22/10/67- Náutico 1 x 0 América (CE) – Local: Aflitos (PE)
29/10/67- América (CE) 0 x 1 Náutico – Local: Presidente Vargas (CE)
22/11/67- Náutico 3 x 0 Atlético (MG) – Local: Ilha do Retiro (PE)
29/11/67- Atlético (MG) 2 x 0 Náutico – Local: Mineirão (MG)
1/12/67- Atlético (MG) 2 x 2 Náutico, prorrogação: 0 x 0. Local: Mineirão (MG)
6/12/67- Cruzeiro 2 x 1 Náutico – Local: Mineirão (MG)
13/12/67- Náutico 3 x 0 Cruzeiro – Local: Ilha do Retiro (PE)
15/12/67- Náutico 0 x 0 Cruzeiro- Local: Ilha do Retiro (PE)
20/12/67- Náutico 1 x 3 Palmeiras – Ilha do Retiro (PE)
27/12/67- Palmeiras 1 x 2 Náutico – Pacaembu (SP)
29/12/67- Palmeiras 2 x 0 Náutico – Maracanã (RJ) ( Palmeiras campeão, Náutico vice)

TAÇA BRASIL DE 1968
24/8/69- Fortaleza 2 x 1 Náutico – Local: Presidente Vargas (CE)
27/8/69- Náutico 2 x 1 Fortaleza – Local: Aflitos (PE)
29/8/69- Náutico 0 x 1 Fortaleza – Local: Aflitos (PE) (Fortaleza classificado) 

TODOS OS CAMPEÕES, VICES E ARTILHEIROS DA TAÇA BRASIL
1959 – Bahia (campeão), Santos (vice), artilheiro: Léo Briglia (Bahia) com 8 gols.
1960 – Palmeiras (campeão), Fortaleza (vice), artilheiro: Bececê (Fortaleza) com 7 gols.
1961 – Santos (campeão), Bahia (vice), artilheiro: Pelé (Santos) com 9 gols.
1962 – Santos (campeão), Botafogo (vice), artilheiro: Coutinho (Santos) com 7 gols.
1963 – Santos (campeão), Bahia (vice), artilheiro: Ruiter (Confiança-SE) com 9 gols.
1964 – Santos (campeão), Flamengo (vice), artilheiro: Pelé (Santos) com 7 gols.
1965 – Santos (campeão), Vasco da Gama (vice), artilheiro: Bita (Náutico) com 9 gols.
1966 – Cruzeiro (campeão), Santos (vice), artilheiros: Bita (Náutico) e Toninho Guerreiro (Santos) com 10 gols.
1967 – Palmeiras (campeão), Náutico (vice), artilheiro: Chicletes (Treze-PB) com 6 gols.
1968 -  Botafogo (campeão), Fortaleza (vice), artilheiro: Ferretti (Botafogo-RJ) com 7 gols.

Por: Jânio Odon/ BLOG VOZES DA ZONA NORTE (DIREITOS RESERVADOS)
Fonte: Diário de Pernambuco, Folha de São Paulo, Revista Placar e Blog do Marcão. 
OBS: Alguns dados do Blog do Marcão não estão de acordo com os jornais acima pesquisados, cabendo a este blogueiro, manter os dados publicados nos jornais da época.


















terça-feira, 1 de agosto de 2017

Sport Recife vence o Bahia na Fonte Nova após 28 anos

Patrick, Henriquez e Ronaldo Alves protegem a zaga diante do atacante do Bahia, diante do atento goleiro Magrão. Foto: Estadão.

30 de julho de 2017 (Domingo)

Os desfalques de Samuel Xavier, Rithely, Diego Souza e André não foram problemas para o Sport Recife na tarde deste domingo. Sem os quatro titulares, o Rubro-negro foi conduzido por Everton Felipe e Lenis para bater o Bahia por 3 a 1, dentro da Arena Fonte Nova. Cirúrgico no ataque e seguro na retaguarda (apesar do “apagão” defensivo no início do segundo tempo), o Leão renova o moral após ter apresentado baixos rendimentos das duas últimas partidas da temporada. Com o resultado, continua bem posicionado no G6 da Série A, além de quebrar um tabu de 28 anos sem vencer na Fonte Nova.

Principal articulador da equipe, Diego Souza teve uma substituto à altura. Everton Felipe deixou a ponta, iniciou o jogo mais centralizado, ditou o ritmo no meio de campo e articulou as principais jogadas na função de DS87. O setor estava encaixado também com seus volantes. O reserva Rodrigo, que supria a lacuna deixada por Rithely, e Patrick aplicavam uma marcação sob pressão, já no campo do Bahia.

Por conta do empenho defensivo, o Rubro-negro conseguiu neutralizar o adversário e também roubar a bola que resultou no primeiro gol. Justamente Rodrigo ganhou disputa com Mendonza e tocou para Lenis. Titular graças à ausência de Diego, o colombiano começou sua melhor atuação no ano servindo
Everton Felipe na grande área: 1 a 0, aos 18. Gol para coroar o rendimento do prata da casa. O mesmo Lenis perdeu uma chance claríssima para ampliar a vantagem.

Os pernambucanos estiveram mais próximos do segundo gol, enquanto o Tricolor de Aço só conseguiu crescer mesmo de produção no fim do primeiro tempo. Magrão chegou a defender uma meia-bicicleta de Renê Junior. O máximo que fez um aparentemente desinteressado Bahia durante os 47 minutos jogados na etapa inicial.

Com dez minutos no segundo tempo, o Bahia criou sua melhor chance no jogo. Magrão operou um “milagre” para defender chute de Zé Rafael. Everton Felipe respondeu na sequência. Jean salvou. Porém, ao contrário da etapa inicial, o Sport estava muito relaxado no combate e deu novas brechas ao Tricolor. Aos 13, um cruzamento de Matheus Sales vindo na direita, por onde Mena começava a ser falho, terminou em Rodrigão. O atacante se aproveitou de falha de Ronaldo Alves e deixou tudo igual.
Everton Felipe marca o primeiro gol da vitória histórica diante do Bahia. Foto: Agência Lance.

No ataque, Ronaldo Alves se redimiu do erro lá atrás minutos depois. Com 20 jogados, Lenis deu uma de “garçom” de novo e cruzou para o zagueiro empurrar a bola para as redes: 2 a 1. Na frente no placar, o Sport se restabeleceu defensivamente. Voltou a ser o Sport do primeiro tempo. A equipe ainda botou uma bola na trave do Bahia e não permitiu uma nova reação dos mandantes. Os adversário se atiraram. No contra-ataque, Everton Felipe ainda perdeu um gol cara a cara com Jean. Foi “fominha”, não tocou para Índio e chutou em cima do goleiro. Mas Lenis, o melhor em campo, deixou o dele na aberta zaga adversária depois de cruzamento de Raul Prata.

Bahia 1

Jean; Régis Souza (Juninho), Tiago, Lucas Fonseca e Matheus Reis; Renê Junior, Matheus Sales e Régis (Vinícius); Zé Rafael, Mendoza (Gustavo Ferrereis) e Rodrigão. Técnico: Jorginho.

Sport Recife 3

Magrão; Raul Prata, Henríquez, Ronaldo Alves e Mena; Patrick, Rodrigo (Fabrício), Thomás (Sander), Lenis e Everton Felipe; Juninho (Índio). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.  

Estádio: Arena Fonte Nova (Salvador-BA). Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO). Cartões amarelos: Juninho, Ronaldo Alves, Thomás, Henríquez, Lenis (Sport); Vinícius (Bahia). Gols: Everton Felipe (18’ do 1ºT), Ronaldo Alvez (20’ do 2ºT) e Lenis (46’ do 2ºT) (S); Rodrigão (13’ do 2ºT (B).  Público: 17.689. Renda: R$ 400.285,50.

Por: Yuri de Lira/ Diário de Pernambuco.


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Sport Recife perde para o Arsenal de Sarandí, mais se classifica

André faz o gol da classificação do Sport Recife contra o Arsenal (ARG).

O Sport está nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Segue sem vencer no exterior na competição e conseguiu a classificação só no fim do jogo desta quinta-feira, na Argentina. Falho no sistema defensivo, o Leão perdeu do Arsenal de Sarandí por 2 a 1. Graças ao 2 a 0 aplicado no adversário na partida de ida, na Ilha do Retiro, avançou na Sula. O confronto da próxima etapa do torneio será contra um time do Brasil, a Ponte Preta.

O primeiro tempo em Sarandí caminhava para o empate até poucos minutos antes do intervalo. Com vantagem no placar agregado, o Sport só administrava o jogo, desinteressado em ampliá-la. De volta após lesão, Magrão via o Arsenal com quase o dobro de posse de bola, porém apelando a chutes à distância. Apenas um com maior perigo. Sozinho, Monteserín até poderia ter vazado o camisa 1 se não desse uma cabeçada bizarra e o árbitro - equivocadamente - não tivesse marcado impedimento no lance.

Mas um descuido geral da defesa rubro-negra no término da etapa inicial levou o Arsenal ao gol. Samuel Xavier não deu combate, Rithely escorregou, e a bola sobrou na grande área para Brunetta: 1 a 0, aos 43. Antes, o Rubro-negro havia assustado Santillo duas vezes. Lenis não fugiu à sua característica: fez tudo certo em jogada diagonal e finalizou de forma grotesca. Logo depois disso, Everton Felipe tinha cobrado uma falta relativamente perigosa. 

Segundo tempo


Um gol do Sport obrigaria o Arsenal a fazer mais três. Só que o segundo tempo começou controlado pela equipe de Sarandí. A defesa pernambucana voltou a se abrir. Voltou a comprometer. Aos 19 minutos, Magrão salvou chute de Fragapane. Durval cortou errado nos pés do atacante, que cruzou para Contreras: 2 a 0. 

Ofensivamente, apesar da marcação frouxa dos argentinos, os leoninos não conseguiam criar com a eficácia necessária. Teve um ligeiro crescimento. Diego Souza quase empata. Ninguém aproveitou o rebote da defesa do goleiro. O Leão resolveu se atirar ao ataque.

Depois de ter um gol anulado por impedimento, André não perdoou na segunda tentativa. Aos 37, Diego Souza usou a força para construir a jogada e deu assistência para o atacante fazer o gol da classificação, aos 37. Desde 2009, quando jogou a Copa Libertadores, o Sport não balançava as redes no exterior. Rogério perdeu duas chances para o Leão empatar. O Arsenal também teve outro par de oportunidades claríssimas para reagir até o apito final. 

Arsenal de Sarandí-ARG
Santillo; Velázquez (Bella), Curado, Monteseirín, Corvalán; Ferreyra, Papa, Rolón (Contreras) e Milo (Fragapane); Wilchez e Brunetta. Técnico: Humberto Grondona.

Sport Recife
Magrão; Samuel Xavier (Raul Prata), Henríquez, Durval e Mena; Rithely, Patrick, Everton Felipe (Thomás), Lenis (Rogério) e Diego Souza; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Estádio: Julio Grondona (Sarandí, Argentina). Horário: 19h15. Árbitro: Jesús Noel Valenzuela (Venezuela).Assistentes: Carlos López e Franchescoly Chacón (ambos da Venezuela). Gols: Brunetta (Arsenal, 43’ do 1T) Contreras (Arsenal, 19’ do 2T) e André (Sport, 37’ do 2T). Cartões amarelos: Curado, Velázquez, Wílchez, Contreras, Papa (Arsenal); Samuel Xavier (Sport).



Por: Yuri de Lira/Diário de Pernambuco.

Etiene Medeiros torna-se a primeira brasileira a conquistar um mundial de natação

A pernambucana Etiene Medeiros vence mundial de natação em Budapeste. Foto: Michael Sohn/AP.

Etiene Medeiros se tornou nesta quinta-feira a primeira brasileira a conquistar um título em um mundial em piscina longa (50 metros). A pernambucana, de 26 anos, venceu a final dos 50 metros costas no Mundial de Esportes Aquáticos que está sendo realizado em Budapeste, com a marca de 27s14.

A brasileira, assim, superou em apenas 0s01 a chinesa Yuanhui Fu, medalhista de prata e que era a sua principal rival na disputa pelo ouro na final, além de ter registrado um novo recorde sul-americano dos 50m costas. O pódio foi completado pela bielo-russa Aliaksandra Herasimeia, que cravou 27s23 para garantir a terceira posição.

Em 2015, no Mundial realizado em Kazan, na Rússia, Etiene já havia ido ao pódio na prova dos 50 metros costas, quando levou a medalha de prata. E em Budapeste, Etiene vinha se colocando como candidata a medalha desde o início da disputa das eliminatórias da prova.

A brasileira avançou na fase inicial com o segundo melhor tempo e fez ainda melhor nas semifinais, quando foi a mais rápida, com a marca de 27s18, quebrando o recorde sul-americano. Na final, ela melhorou a sua própria marca por 0s04, o que foi determinante para a conquista da medalha de ouro.

Etiene Medeiros no pódio com a chinesa e a bielo-russa. Foto: Martin Bureau/AFP.

"Que prova! Para mim foi uma temporada muito diferente, realmente estava relaxada desde o início do ano, mas fiquei um pouco mais nervosa do que o normal porque todas as adversárias estavam me desejando boa sorte”, afirmou Etiene logo após faturar o ouro, em entrevista ao SporTV, na qual em seguida revelou que precisou superar a pressão psicológica que também foi imposta pela chinesa Yuanhui Fu, que terminou a prova com a medalha de prata. “Ela é uma ótima adversária tanto dentro quanto fora da água. Ela te aborda como uma ginga diferente, é tenso”, completou.

Etiene já havia faturado títulos mundiais na natação, ainda que em piscina curta (25 metros). A brasileira é a atual bicampeã - 2014 e 2016 - exatamente nos 50m costas e também foi ouro no revezamento misto 4x50 metros medley em 2014. Agora, porém, deu um passo ainda maior ao ser campeã em Budapeste.

Antes de Etiene, o Brasil havia faturado seis medalhas nesta edição do Mundial, sendo três delas na maratona aquática com Ana Marcela Cunha, ouro nos 25km e bronze nos 5km e nos 10km. Além disso, na natação o País já havia levado três pratas, no revezamento 4x100 metros livre, com Nicholas Santos nos 50m borboleta e com João Gomes Júnior nos 50m peito. Agora, então, foi a vez de Etiene faturar o ouro.


Agência Estado.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Sport Recife ganha do Coritiba no Couto Pereira e está no G-6

O chileno Mena (sport) abriu o placar no Couto Pereira. Foto: Futura Press.

10 de julho de 2017

O Sport está na zona de classificação para a Copa Libertadores da América, incessante objetivo do clube em 2017. Nesta segunda-feira, pelo complemento da 12ª rodada da Série A, o Leão venceu o Coritiba por 3 a 0, no Couto Pereira, e se alçou à sexta colocação. Para além da entrada no G6 e também do fato de não sofrer gols por cinco partidas consecutivas, o Rubro-negro - nesta noite desfalcado de Diego Souza - confirma uma excelente fase na temporada sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo: são seis jogos sem perder no ano e três vitórias consecutivas no Brasileirão.  

A partida começou eletrizante. Ambos os times buscavam o ataque. O Rubro-negro era notadamente melhor, entretanto. Organizado em sua linha de frente, criava mais oportunidades, jogava leve. André, Rithely e Everton Felipe poderiam ter aberto o placar. Esbarraram nas grandes defesas do goleiro do Coxa. Wilson não teve chances de evitar o gol de Mena, aos 17 minutos. A retaguarda paranense parou depois de levantamento de Patrick na grande área, e um desvio de Ronaldo Alves terminou nos pés do chileno: 1 a 0.

Apesar da ausência de Diego Souza, o esquema do Sport fluia. Após jogar as últimas partidas como ponta, Everton Felipe foi deslocado para o meio, antes ocupado por DS87. Seguiu rendendo em alto nível, desta vez em sua 100ª partida pelo clube. Como ponta, função que cumpriu no segundo tempo contra o Arsenal-ARG, pela Sul-Americana o lateral Mena se tornou uma das principais opções ofensivas da equipe, na esquerda. 

O Coxa tentou engrossar o jogo quando sofreu o gol do Sport. Terminou a etapa inicial com mais posse de bola que o time pernambucano. Mas, novamente robusta, a defesa leonina continuou sem saber o que é ser vazada. Ao contrário do primeiro tempo, o segundo iniciou bem mais frio. O Coritiba mantinha uma transição lenta no meio-campo, o que facilitava a marcação rubro-negra. Por sua vez, os visitantes adotaram uma postura mais precavida, ainda assim capaz de levar por vezes algum perigo à meta de Wilson.

Nos 20 minutos finais, o Coxa se apressou pelo empate. Ronaldo Alves chegou a salvar um gol certo de William Matheus. Deu um bote oportuno na hora da finalização. Ainda mais providencial foi Magrão. Operou um “milagre” ao defender chute à queima-roupa de Henrique na pequena área. Luxemburgo fechou o time com mais um volante - Thallyson. Ainda assim, o Sport ampliou. Rogério, outro que acabara de entrar, recebeu cruzamento do eficiente Mena e fez o segundo do Leão, aos 39, pondo fim a uma seca de 19 partidas sem balançar as redes. Conta-ataque fatal. Após cruzamento de Samuel Xavier nos acréscimos, Walison Maia fez gol contra: 3 a 0. William Matheus ainda foi expulso depois.

Kleber (cor) foi anulado pela defensiva leonina. Foto: Futura Press.

Coritiba
Wilson; Rodrigo Ramos, Márcio, Walison Maia e William Matheus; Matheus Galdezani (Edinho), Anderson (Alecsandro), Henrique. Almeida, Tiago Real (Tomas Bastos) e Rildo; Kleber. Técnico: Pachequinho. 

Sport Recife
Magrão; Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Henríquez e Sander; Patrick (Rodrigo), Rithely, Everton Felipe (Thallyson), Mena e Osvaldo (Rogério); André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Estádio: Couto Pereira (Curitiba-PR). Árbitro: Jaílson Macedo Freitas (BA). Assistentes: Alessandro Matos da Rocha (Fifa-BA) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA). Cartões amarelos: Edinho, Alecsandro (Coritiba); Everton Felipe, Mena (Sport). Cartão vermelho: William Matheus (Coritiba). Gols: Mena (17’ do 1T, Sport) e Rogério (39’ do 2T, Sport) e Walison Maia (contra). Público: 14.084 presentes. Renda: R$ 216.740,00.

Por: Yuri de Lira/ Diário de Pernambuco.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Salgueiro vence o Remo no Mangueirão

O Salgueiro surpreendeu o Remo no Mangueirão: 1 x 0.

9 de julho de 2017

No fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série C, o Clube do Remo acabou sendo surpreendido pelo Salgueiro-PE, que venceu o Leão dentro do Mangueirão por 1 a 0, neste domingo (9), em Belém e tirou o time paraense do G4 do grupo A.

Com um bom público no estádio Olímpico do Pará diante do fim de semana das férias, o Leão teve dificuldades para chegar ao ataque, apesar de começar com três atacantes. Melhor para o Salgueiro-PE, que acertou a trave no início do jogo com Álvaro.
O camisa 9 azulino Luis Eduardo foi bastante acionado na grande área e a melhor chance veio após cruzamento de Pimentinha. O jogador por pouco não abre o placar para o Remo.
A resposta do Carcará veio de forma certeira. Aos 41 minutos, Cássio recebe na entrada da área e chuta forte para abrir o placar: Salgueiro-PE 1 a 0.
Nem mesmo as entradas de Flamel e Gabriel Lima, o Remo não conseguiu criar oportunidades de empatar o jogo. Com passes errados e atuação apática, a torcida ficou na bronca com o time.
Enquanto isso, o Salgueiro-PE teve pelo menos duas chances para aumentar o placar, porém o goleiro Vinicius evitou que o Leão tivesse um prejuízo ainda maior no saldo de gols.
Com a primeira derrota sofrida dentro de casa na Série C, o Remo acabou saindo do G4 do grupo A e se mantém com 12 pontos.
Na próxima rodada, o Leão vai enfrentar o Fortaleza-CE no estádio Presidente Vargas, na capital cearense.
O Salgueiro complicou a situação do tradicional Remo. Fotos: Fernando Araújo.
FICHA TÉCNICA
REMO: Vinicius; Daniel Damião (Gabriel Lima), Leandro Silva, Bruno Costa e Tsunami (Jaquinha); Ilailson, João Paulo e Eduardo Ramos; Pimentinha (Flamel), Luis Eduardo e Edgar.

Técnico: Oliveira Canindé
SALGUEIRO: Mondragon; Diego Aragão, Ranieri, Luis Eduardo e Daniel; Rodolfo Potiguar, Toty, Moreilândia e Cássio Ortega (Piauí); Álvaro e Jean Carlos (Diogo Roberto).
Técnico: Evandro Guimarães
ÁRBITRO: Marco Aurélio Augusto Ferreira (MG)
ASSISTENTES: Marcus Vinicius Gomes (MG) e Ricardo Junio de Souza (MG)
CARTÃO AMARELO: Ilailson (REM)
RENDA: R$ 264.990,00
PÚBLICO PAGANTE: 9.939
PÚBLICO TOTAL: 11.309
LOCAL: estádio Mangueirão / Belém (PA)
Por: Diego Beckman/ Diário do Pará.
 


Sport Recife vence o primeiro confronto diante do Arsenal Sarandí (ARG)

André marcou os dois gols do Sport Recife.

6 de julho de 2017

O Sport abriu uma vantagem bem razoável para o duelo de volta da Copa Sul-Americana. Com gols do atacante André, o Rubro-negro bateu o Arsenal de Sarandí-ARG por 2 a 0 nesta quinta-feira, na Ilha do Retiro. Desfalcado na área técnica do treinador Vanderlei Luxemburgo, suspenso, o  Leão teve mais volume de jogo que o adversário, mas só aproveitou o domínio no segundo tempo, quando conseguiu balançar as redes. As equipes voltam a se enfrentar no próximo dia 27, na Argentina.

O Sport praticamente engoliu o Arsenal no primeiro tempo. Manteve 70% de posse de bola. Tramava tabelas, triangulava e propunha o jogo, embora fosse muitas vezes dificultado pelo estado do próprio gramado, muito castigado pelas chuvas (o meio-campo era quase um areal). Ainda assim, com pouco mais de um terço decorrido na etapa inicial, o Leão já havia finalizado três vezes.

A melhor chance leonina aconteceu mesmo só aos 37 minutos. Rithely obrigou Santillo a fazer uma defesa notável. Em seguida, o goleiro voltou a salvar o Arsenal após chute à distância de André. Movido por um Everton Felipe inspirado, o Rubro-negro maturava seu gol, enquanto o limitado time argentino apenas se defendia e apelava para faltas duras. Os pernambucanos careciam somente de mais precisão nos arremates.

À beira do campo sob o comando do auxiliar de Luxa, Júnior Lopes, o Sport retornou do intervalo ainda na incessante busca pelo primeiro gol no confronto. Mal na partida, Rogério até tentou cavar um pênalti. Mas o Leão abriu o placar na legalidade. E de maneira nada trabalhada. Aos nove, um chutão para a área argentina caiu nos pés de Samuel Xavier, que serviu André: 1 a 0.

Tudo o que o Arsenal não fez em todo o jogo acabou fazendo imediatamente depois de ter sofrido o gol. Magrão evitou o gol adversário, de Fragapane, com a ponta dos dedos. A equipe da Grande Buenos Aires começou a se arriscar mais. Apresentou uma ligeira melhora ofensiva e deu alguns sustos aos mandantes.

Com oponente mais aberto, o Sport teve a inteligência suficiente para explorar os espaços abertos e ampliar a vantagem no placar. De longe, Luxa leu bem o jogo. Reforçou seu lado esquerdo com Mena. Agora sim num lance bem tramado, o chileno que havia acabado de entrar, colocou a bola na cabeça de
André dentro da área, aos 27. O atacante não perdoou: 2 a 0. O Arsenal ainda diminuiu, porém o gol não valeu. Exatamente igual à final do Estadual, contra o Salgueiro, a bola teria saído depois de escanteio. No fim, o Arse até tentou diminuir por meio de bolas paradas. 

Sport Recife
Magrão; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Sander;  Patrick (Rodrigo), Rithely, Everton Felipe, Rogério (Mena) e Diego Souza; André (Thallyson). Técnico: Júnior Lopes (interino).

Arsenal-ARG
Santillo; Velázquez (Contreras), Monteseirín e Marcos Curado; Corvalán, Milo, Germán Ferreyra, Rolón (Fragapane) e Papa (Imbert); Brunetta e Lucas Wílchez. Técnico: Humberto Grondona.

Estádio: Ilha do Retiro (Recife-PE). Árbitro: Gery Vargas (Bolívia). Assistentes: Jorge Baldiviezo e Roger Orellana (ambos da Bolívia). Cartões amarelos: Velázquez, Corvalán, Milo, Curado e Ferreyra (Arsenal); Mena (Sport). Gols: André (9’ e 27’ do 2T, Sport).  Público: 7.694. Renda: R$ 174.755,00.


Por: Yuri de Lira/ Diário de Pernambuco.