quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os grandes artilheiros do futebol pernambucano

Bita, extraordinário artilheiro do Clube Náutico Capibaribe nos anos 60, do século passado, lidera a lista de maior goleador do futebol pernambucano.

Eles deixaram marcados seus nomes na história do futebol pernambucano e fizeram a alegria das torcidas de seus clubes e a tristeza das torcidas adversárias  com seus gols decisivos, uns de placa, outros na raça, alguns na sorte, mas todos importantes. Alguns destes  artilheiros levantaram a taça e tornaram-se o principal goleador do certame, outros marcaram época, mas não conquistaram títulos, outros foram decisivos nos clássicos, onde os verdadeiros artilheiros se consagram e tornam-se inesquecíveis. Eis aqui, o resumo da história dos grandes e famosos artilheiros do futebol pernambucano e a relação de todos os artilheiros dos Campeonatos  Pernambucano de Futebol em todas suas edições marcando muitos gols para a alegria da torcida pernambucana.

Pitota (Santa Cruz)
PITOTA (SANTA CRUZ)- Seu nome de batismo é Alcindo Wanderley, nasceu em Olinda, começou jogando no time amador olindense do Tamoio. Adotou o apelido para despistar do pai, que era advogado e não tolerava o futebol.  Participou dos campeonatos pernambucano de 1915 a 1921, defendendo o Santa Cruz, nunca foi campeão pernambucano, mas marcou 56 gols com a camisa coral. É considerado pela imprensa pernambucana o primeiro craque do futebol  do Estado. Nunca deixou de ser convocado pela Liga para Seleção Pernambucana.  Participou do jogo contra o América do Recife aonde aconteceu a maior virada de placar do futebol brasileiro. O Santa Cruz perdia o jogo por 5 a 1 , faltando 15 minutos para o encerramento da partida, o Santa Cruz virou o placar para 7 a 5, com dois gols de Pitota. Jogou contra o Botafogo do Rio de Janeiro em 1919, na vitória por 3 a 2, a primeira vitória de um time pernambucano sobre um clube do sudeste do país. Participou também, da vitória por 4 a 1 sobre o ABC de Natal, sendo o primeiro clube pernambucano a jogar no Rio Grande do Norte. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1917, no entanto, não há registro da quantidade de gols que ele marcou. Pitota faleceu em Niterói-RJ em 1976, segundo comentário de seu neto,  Álvaro Mendes Wanderley  em um blog.
Zé Tasso (América)

ZÉ TASSO (AMÉRICA)- Seu nome de batismo é José Henrique Tasso, nasceu em 12 de março de 1901, no bairro do Poço da Panela, no Recife, começou a jogar futebol no Celeste,clube amador do bairro, Zé Tasso, marcou seu nome na história do América do Recife em seus tempos áureos nos anos 10 e 20 do século XX. Ele foi campeão do Campeonato Pernambucano por cinco vezes vestindo a camisa do time esmeraldino: 1918, 1919, 1921, 1922 e 1927, marcando um total de 31 gols, sem contar com os cinco jogos onde não há registro de quem marcou os gols, fruto do amadorismo da época. O certo é que Zé Tasso foi um excelente jogador, que tinha um toque de bola preciso e refinado, um bom domínio de bola e um incrível faro de gol. Acredita-se que ele tenha feito mais de 100 gols na carreira. Zé Tasso foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1918, com 16 gols, e não 17, como há publicações na rede, de forma errada. Zé Tasso também jogou nas equipes recifenses do Tramways, Flamengo, Santa Cruz e Sport Recife.  Zé Tasso faleceu no Recife em 1978.

Fernando Carvalheira (Náutico)
FERNANDO CARVALHEIRA (NÁUTICO) Ele foi lançado em 1933 na equipe principal do Náutico pelo técnico uruguaio, Umberto Cabelli, que o alvirrubro trouxe do sul do país. Fernando Carvalheira marcou época nos Aflitos, juntamente com seu irmão Artur Carvalheira, um craque que foi responsável pelos passes precisos para Fernando, que se tornou o segundo maior artilheiro da história do Clube Náutico Capibaribe com 185 gols. Ainda tinha seu primo, Zezé Carvalheira, outro craque, completando assim, o trio familiar mais famoso do futebol pernambucano de todos os tempos. Fernando Carvalheira, era pernambucano e foi artilheiro dos Campeonatos Pernambucano de 1934 quando o Náutico sagrou-se campeão pela primeira vez, com 28 gols, e em 1935, com 31 gols, um recorde que durou 23 anos, quando Pacoti, centroavante do Sport Recife, marcou 36 gols em 1958. Fernando Carvalheira ainda ganhou o Campeonato Pernambucano de 1939.



Tará ( Santa Cruz)

TARÁ (SANTA CRUZ/NÁUTICO) O pernambucano Humberto de Azevedo Viana, o Tará, começou jogando futebol, no Mocidade de Beberibe em 1929. Marcou as décadas  de 1930/1940, como um grande artilheiro, sendo o primeiro jogador a ser artilheiro do campeonato pernambucano em três edições: 1938, com 25 gols; 1940, com 20 gols; e a outra foi jogando pelo Náutico em 1945, quando fez 28 gols. Tará foi o maior artilheiro da história do Santa Cruz com 207 gols marcados, sendo seis vezes campeão pernambucano (1931, 32, 33, 35 e 40 pelo Santa Cruz e em 1945, pelo Náutico)  Ele era policial militar e chegou ao posto de coronel. A tribuna de honra do Campo do Derby, leva o seu nome.



Ademir Menezes (Sport Recife)
ADEMIR MENEZES (SPORT RECIFE) foi descoberto pelo Sport Recife aos 16 anos no bairro do Pina, no Recife.  Fez apenas 22 gols com a camisa do leão da Ilha do Retiro, o suficiente para ser artilheiro e campeão do Campeonato Pernambucano de 1941, com 11 gols. Se ele não fosse  um goleador extraordinário, provavelmente, teria passado mais tempo no Sport Recife. Um excursão vitoriosa do Sport Recife ao sul do país em 1942, fez com que o Vasco da Gama comprasse o seu passe. De 1945 a 1948, ele jogou no Fluminense até voltar ao Vasco e ficar até 1956, onde veio encerrar a carreira no clube que o revelou. Ademir Menezes foi artilheiro da Copa do Mundo de 1950, com 9 gols. Marcou 533 gols na carreira.

Ivson (Náutico)
IVSON (Náutico)- Ivson de Freitas, nasceu em Muriaé-MG e começou a jogar futebol no Nacional de Muriaé. Veio do aspirantes do Fluminense-RJ em 1952, levando o Náutico ao tricampeonato. Ficou nos Aflitos até 1956, e foi artilheiro do Campeonato Pernambucano por duas vezes, em  1953 e 1954, ambos com 16 gols. Ivson marcou 118 gols vestindo a camisa do Náutico e é o 5º maior artilheiro da história do clube. Ivson foi campeão pernambucano em 1952 e 1954.




Traçaia (Sport Recife)
TRAÇAIA (SPORT RECIFE) José Roque Paes era o seu nome de batismo, Traçaia fez 201 gols vestindo a camisa rubro-negra e é até hoje, o maior artilheiro do Sport Recife de todos os tempos. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1955, com 22 gols, sendo campeão pernambucano por cinco vezes (1955, 56, 58, 61 e 62). Traçaia fez sucesso também no futebol de Mato Grosso jogando pelo Atlético e pelo Mixto. Faleceu em março de 2012, aos 76 anos, em Cuiabá.


Pacoti (Sport Recife)
PACOTI (SPORT RECIFE) Francisco Nunes Rodrigues era seu nome de batismo, atacante cearense do município de Quixadá, foi contratado pelo Sport Recife em 1958, egresso do Ferroviário-CE e logo foi campeão pernambucano e artilheiro do campeonato com 36 gols, recorde de gols em uma única edição. O recorde de Pacoti durou 23 anos, superado  em 1981, pelo meia capixaba Baiano, do Santa Cruz, que marcou 38 gols. Quando terminou o campeonato, Pacoti foi para o Vasco da Gama jogar ao lado de Bellini, Orlando e Roberto Pinto. 






Raúl Bentancor (Sport Recife)

RAÚL BENTANCOR (SPORT RECIFE)- Raúl Higino Bentancor Ferraro, nasceu em Montevidéu, capital uruguaia, veio para o Sport Recife em 1959, a convite de Walter Borel, outro jogador uruguaio que jogou no rubro-negro, oriundo do Wanderers (Uruguai). Raúl Bentancor era um meia-atacante, que tinha liderança dentro e fora de campo, muita habilidade, criava lindas jogadas e também marcava gols, era um jogador de extrema calma e valentia. É considerado até hoje, como o maior jogador estrangeiro a atuar em Pernambuco. Considerado pela imprensa em geral, como o maior jogador do Sport Recife de todos os tempos. Ele nunca foi artilheiro do Campeonato Pernambucano, mas é o 8º maior artilheiro da história do Sport Recife, marcou 91 gols. Em 1963, pendurou as chuteiras aos 33 anos para ser treinador. Faleceu em Montevidéu aos 82 anos no dia 4/5/2012.


Bita (Náutico)


BITA (NÁUTICO) – O nome de batismo era Silvio Tasso Lasalvia, nasceu em Olinda. Jogador que tinha um chute forte e certeiro, por esse motivo, recebeu outro apelido: “O homem do rifle”. Bita é o maior artilheiro do Náutico e do futebol pernambucano de todos os tempos, marcou 223 gols em 295 jogos. Conseguiu duas façanhas, que jamais foi superada, ser hexa campeão pernambucano (1963 a 1968) e ser artilheiro três vezes seguidas do estadual (1964/65/66), sendo ainda, artilheiro da Taça Brasil de 1965 e 1966. Bita ainda jogou pelo Santa Cruz em 1972, onde foi também campeão, totalizando sete títulos de campeão pernambucano, jogou também, pelo Nacional do Uruguai. Faleceu em 27/10/1992, no Recife, aos 50 anos, vitima de câncer.

Fernando Santana (Santa Cruz)
FERNANDO SANTANA (SANTA CRUZ/NÁUTICO) é recifense do Poço da Panela. atacante veloz e habilidoso, antigo ponta-direita, era um goleador nato. Foi pentacampeão do Campeonato Pernambucano (1969 a 1973), pelo Santa Cruz e campeão em 1974, jogando pelo Náutico. Ele foi artilheiro do Estadual três vezes (1969, 1970 e em 1972). É o 5º maior artilheiro da história do Santa Cruz com 123 gols.


Jorge Soares(E), Luciano Veloso (Santa Cruz) e Geraldo Freyre.
LUCIANO VELOSO (SANTA CRUZ)- Meio-campista, nasceu em Pesqueira-PE, mas começou como jogador profissional no CRB de Alagoas em 1965. Em 1966, veio para o Santa Cruz e foi pentacampeão pernambucano (1969, 70, 71, 72 e 73) e ainda foi campeão pelo Sport Recife em 1975. É o 2º maior artilheiro da história do Santa Cruz com 174 gols em 409 jogos. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano em 1973, com 25 gols. Luciano também jogou pelo Náutico e no Central de Caruaru, além de Corinthians, Juventus-SP e Portuguesa de Desportos.

Ramón (Santa Cruz)
RAMÓN (SANTA CRUZ)- Ramón da Silva Ramos nasceu em Tracunhaém-PE. Foi para o Santa Cruz em 1967, mas só estreou no profissional em maio de 1969. No Santa Cruz foi pentacampeão pernambucano (1969, 70, 71,72 e 73), mas nunca foi artilheiro do Campeonato Pernambucano, no entanto, é o 3º maior artilheiro da história do Santa Cruz com 148 gols marcados em 377 jogos, além de ter sido o artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série A de 1973, com 21 gols. Ramón jogou em 1976 no Sport Recife indo depois para o Vasco da Gama de Roberto Dinamite onde viveu grande fase. Ramón marcou 531 gols na carreira.
Jorge Mendonça (Náutico)
JORGE MENDONÇA (NÁUTICO)- Jorge Pinto Mendonça, nasceu em Silva Jardim-RJ. Veio do Bangu para o Náutico em 1973, no ano seguinte, ajudou a equipe a evitar que o Santa Cruz fosse hexacampeão, sendo campeão e co-artilheiro do Campeonato Pernambucano, com 24 gols. Jorge Mendonça juntamente com Nivaldo, é o 10º maior artilheiro da história do Náutico com 95 gols marcados. Ele foi depois para o Palmeiras, lá, foi convocado para Seleção Brasileira onde disputou a Copa do Mundo realizada na Argentina em 1978. Jorge Mendonça marcou 375 gols na carreira.


Betinho (Santa Cruz)
BETINHO-(SANTA CRUZ/NÁUTICO/SPORT RECIFE)- Roberto Fontana Madeira é capixaba, veio para o futebol pernambucano em 1971, oriundo do Botafogo carioca para jogar no Santa Cruz, onde tornou-se ídolo, pois foi cinco vezes campeão pernambucano (1971, 72, 73, 76, 78 e 79), em 1974, foi campeão pelo Náutico e em 1981/82, foi bicampeão pelo Sport Recife. Há controvérsias  em relação aos gols marcados por Betinho, uns dizem que ele marcou 148, outros dizem que ele marcou 128 gols, entretanto, o conceituado pesquisador Celso Cordeiro que tem várias publicações sobre dados do futebol pernambucano credita a Betinho, 106 gols marcados em nosso futebol, sendo: 90 gols pelo Santa Cruz; 12 pelo Sport Recife e 4 pelo Náutico. Em 1978, Betinho fez um gol de meio de campo contra o Ferroviário-PE, o chamado “gol de placa”, o gol que Pelé não fez e ganhou uma placa comemorativa no Arrudão. Em 1982, Betinho era o artilheiro do Campeonato Pernambucano com 12 gols e durante o campeonato foi negociado pelo Sport Recife, indo para o Ferroviário do Ceará. Betinho nunca conseguiu ser artilheiro do pernambucano, mas sempre marcou muitos gols importantes.

Dario "Peito de aço" do Sport Recife
DADÁ MARAVILHA (SPORT RECIFE)- Dario José dos Santos nasceu no subúrbio carioca de Marechal Hermes. Veio a Pernambuco jogar pelo Sport Recife em 1975, contratado junto ao Flamengo sendo logo campeão pernambucano e artilheiro, ajudando o Sport Recife a ser campeão pernambucano após 12 anos de espera. Em 1976, não foi campeão, mas foi artilheiro do campeonato novamente. Apesar de não ter muita habilidade com a bola, era oportunista, raçudo, tinha excelente colocação dentro da área adversária e fazia muitos gols de cabeça. Jogador folclórico e marqueteiro, jogando pelo Sport Recife recebeu o apelido de “Dario Peito de Aço” e marcou 94 gols, sendo o 6º maior artilheiro da história do clube leonino. Ele jogou também pelo Santa Cruz (1981) e pelo Náutico (1985). Jogando no futebol pernambucano, Dadá Maravilha marcou 128 gols. Até encerrar a carreira em 1986, Dadá Maravilha já havia jogado em 20 clubes brasileiros, marcando oficialmente no futebol profissional 549 gols, e em toda carreira, contando amistosos, categorias de base e jogos comemorativos Dadá Maravilha marcou 926 gols. Foi convocado para Copa do Mundo do México em 1970, ficou no banco de reservas.

Nunes "Cabelo de fogo" do Santa Cruz
NUNES (SANTA CRUZ)- João Batista Nunes de Oliveira, nasceu em Cedro de São João, Sergipe. Em 1975, o Confiança-SE negociou o atacante com o Santa Cruz, jogador de chute potente, excelente cabeceador, veloz e oportunista, logo Nunes ganhou reconhecimento no Estado e no Brasil como, “Nunes Cabelo de Fogo”, o goleador das grandes decisões. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1977. Em 1978, o técnico da Seleção Brasileira, Cláudio Coutinho o convocou, Nunes participou de onze amistosos, jogando com a camisa de número 20, depois, machucou-se e ficou fora da convocação para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Nunes marcou 86 gols com a camisa coral, sendo o 9º maior artilheiro da história do clube. Em 1978, o artilheiro foi negociado com o Fluminense onde teve uma trajetória vitoriosa também no Flamengo e  Atlético Mineiro. Em 1985, jogou pelo Náutico e em 1991, retornou ao Santa Cruz aos 35 anos, mas durou pouco tempo, porque não quis aceitar a condição de reserva imposta pelo técnico.  Nunes marcou 364 gols na carreira.
Roberto "Coração de leão" do Sport Recife

ROBERTO CORAÇÃO DE LEÃO (SPORT RECIFE/SANTA CRUZ)- Roberto Almeida Nascimento, nasceu no Recife e foi o grande ídolo da torcida do Sport Recife, quando a equipe leonina conquistou o tricampeonato (1980,81 e 82). Roberto nunca conseguiu ser artilheiro do Campeonato Pernambucano vestindo a camisa do Sport Recife, mas por ironia foi artilheiro do campeonato de 1985, vestindo a camisa do maior rival rubro-negro, o Santa Cruz. Roberto começou sua carreira no Sport Recife em 1977, atacante de área nato, com bom chute e cabeceio, sempre fazia gols importantes, principalmente em clássicos, por isso, foi consagrado pela torcida do Sport, a ponto de ser lembrado por Telê Santana para jogar dois amistosos pela Seleção Canarinha, contra o Chile e Irlanda do Norte. Roberto Coração de Leão é o 9º maior artilheiro da história do Sport Recife, marcou 89 gols. Deixou o Sport Recife em 1982 e foi jogar no Internacional. Em 1994 jogou no Central de Caruaru e no ano seguinte foi para o Porto-PE.

Baiano (Náutico)
BAIANO (SANTA CRUZ/NÁUTICO)- Valmercyr José Margon, nasceu em Colatina, no Espírito Santo, meio-campista habilidoso e de chute potente e certeiro, Baiano chegou ao futebol pernambucano em 1980, vindo do Rio Branco-ES para defender o Santa Cruz. Em 1981, quebrou um tabu de 23 anos do atacante Pacoti do Sport Recife, que havia marcado pelo Campeonato Pernambucano de 1958, 36 gols. Em janeiro de 1982, o tricolor pernambucano negocia Baiano com o Fluminense, onde ele passa apenas cinco meses e volta a tempo de disputar o Campeonato Pernambucano pelo Náutico, onde quebrou o seu próprio recorde, marcando incríveis 40 gols e sendo o artilheiro absoluto do estadual. Em 1983, novamente defendendo as cores do timbu, Baiano iguala seu próprio e marca novamente 40 gols. Ninguém até hoje, superou a sua marca e talvez, jamais superará. O capixaba Baiano, jogou pelos quatro clubes mais tradicionais de Pernambuco: Santa Cruz (1980/81), Náutico (1982 a 1986), Central de Caruaru (1988, pelo estadual) e Sport Recife (1988, pelo Brasileirão- A). Foi bicampeão pernambucano (1984/85) pelo Náutico. Ganhou duas vezes a chuteira de ouro como o maior artilheiro do país, em 1982, com 43 gols marcados na temporada, superando as marcas de Zico (Flamengo) e Casagrande (Corinthians) e em 1983, quando marcou 52 gols. Em 1981, quando ainda jogava pelo Santa Cruz  foi Chuteira de Bronze com 43 gols. A premiação era patrocinada pela Adidas e Revista Placar. Baiano marcou 183 gols jogando pelo Náutico, sendo o 4º maior artilheiro da história do clube; marcou 62 gols pelo Santa Cruz; 12 gols pelo Central e 1 gol pelo Sport Recife. Ninguém marcou mais gols em Campeonatos Pernambucano do que ele, foram  202 gols em 318 jogos. Quem vai superar esta marca?
Lima (Náutico)

LIMA (NÁUTICO)- Adesvaldo José de Lima, nasceu em Camapuã-MS. Em 1985, estava emprestado ao Santos, mas pertencia ao Corinthians, que por sua vez, emprestou o jogador ao Náutico que tinha feito uma campanha medíocre no segundo turno do Campeonato Pernambucano. Quando Lima chegou ao Recife, só se falava na contratação do badalado Jacozinho, pelo Santa Cruz, Lima ficou em segundo plano. No entanto, Lima só precisou de três meses no alvirrubro para se tornar o herói do titulo. Disputou apenas 17 jogos e marcou 15 gols, sendo vice-artilheiro do Campeonato Pernambucano, atrás de Roberto Coração de Leão, que na ocasião defendia o Santa Cruz e foi o artilheiro, Caso Lima tivesse participado de todo o campeonato, certamente seria o artilheiro, mas para os alvirrubros, ele foi o herói do bicampeonato timbu. Depois do campeonato, Lima quis voltar para o Corinthians, pois, com  22 anos, pretendia chegar a Seleção Brasileira. 


Luís Carlos (Sport Recife)


LUÍS CARLOS (SPORT RECIFE) Luís Carlos de Aquino Guirra, nasceu no bairro de Casa Amarela, no Recife e começou sua carreira futebolística no Sport Recife em 1980, por  não ter muita chance no time principal foi disputar o Campeonato Sergipano levado por Nereu Pinheiro que era técnico do Confiança, e em 1983, Luís Carlos foi o melhor jogador do campeonato sergipano e artilheiro do campeonato com 22 gols. Depois de ser destaque em Sergipe, o Sport Recife trouxe de volta o seu novo artilheiro que não decepcionou, igualou o recorde de Baiano, do Náutico, fazendo 40 gols e sendo artilheiro do campeonato. Em 1986, Luís Carlos foi mais modesto e fez  apenas 14 gols, mas o suficiente para ser novamente o artilheiro do campeonato e ser levado em 1987 pelo Santos, para a Vila Belmiro, lá, o artilheiro brilhou e acabou indo defender a Seleção Brasileira no Pan americano. Luís Carlos marcou 107 gols pelo Sport Recife. Fez 134 gols na carreira. A frustração do artilheiro foi o de nunca ter sido campeão pernambucano.
Hélio (Sport Recife)
HÉLIO (SPORT RECIFE)- José Hélio Alexandre de Souza, nasceu em Sorocaba-SP. Jogava no Bahia quando veio defender o Sport Recife em 1991, passando três anos na Ilha do Retiro. Foi Bicampeão do Campeonato Pernambucano (1991/92). Marcou 50 gols  vestindo a camisa leonina. Virou ídolo no Sport Recife por ser um centroavante decisivo em jogos difíceis, principalmente em clássicos, mas nunca conseguiu ser artilheiro do campeonato. Depois Hélio deixou a Ilha e foi  jogar no Ceará.




Bizu (Náutico)
BIZU (NÁUTICO)- Cláudio Tavares Gonçalves, nasceu em São Vicente-SP, começou jogando futebol profissional, no modesto Caçadorense- SC. Em 1989, deixou o Palmeiras e veio para o Náutico, onde foi ídolo e artilheiro, adorado pela torcida alvirrubra, Bizu era o centroavante matador, vacilou ele fazia o gol, veloz e oportunista e de arremate potente. Em 1989, Bizu foi campeão e artilheiro do Campeonato Pernambucano e ganhou também a Bola de Prata da Revista Placar no Campeonato Brasileiro- Série A. Em 1990, ele não foi campeão estadual, mas novamente foi artilheiro do Campeonato Pernambucano e da Copa do Brasil onde em 8 jogos, marcou 7 gols. Em 1991, foi jogar no Grêmio e em 1993 retornava ao Recife para jogar pelo Sport. Bizu marcou 114 gols vestindo a camisa do Náutico e é o 6º maior artilheiro da história do clube.




Washington (Santa Cruz)

WASHINGTON (SANTA CRUZ)- Washington César Santos, nasceu em Valença-BA e teve uma passagem brilhante pelo Atlético-PR e Fluminense, fazendo dupla com Assis e marcando muitos gols, logo a dupla recebeu o apelido de “casal 20”, referindo-se  a série de tv que fez muito sucesso no início dos anos de 1980. Washington foi um dos grandes atacantes do futebol brasileiro, tinha grande domínio de bola, se movimentava bem dentro da área adversária e era um excelente cabeceador. Jogou também pela Seleção Brasileira. Em 1993, deixou a Desportiva Ferroviária-ES e veio para o Santa Cruz para ser ídolo da torcida tricolor, campeão e artilheiro do Campeonato Pernambucano. Washington deixou saudades na torcida coral, pela inesquecível  e surpreendente conquista, onde ele foi responsável direto. Ao final do campeonato, Washington foi jogar no Felgueiras, de Portugal. Faleceu recentemente, em maio de 2014, em Curitiba.

Róbson, o Robgol (Náutico)
RÓBSON “ROBGOL” (NÁUTICO)- José Róbson  do Nascimento, nasceu em Barra de São Miguel-PB. Róbson começou a carreira futebolística no modesto Paulistano-PE, no município do Paulista, região metropolitana do Recife. Em 1990, passou pelo Náutico pela primeira vez, sem se destacar, já em 1996, em sua segunda passagem quando veio do Mirassol-SP, Róbson foi o artilheiro do Campeonato Pernambucano e ganhou o famoso apelido da torcida alvirrubra de “Robgol”, a frustração foi não ter sido campeão pernambucano. Róbson também jogou pelo Santa Cruz e Sport Recife, passou pelo Santos, mas brilhou mesmo foi no Bahia e Paysandu.


Leonardo (Sport Recife)

LEONARDO (SPORT RECIFE)- Leonardo Pereira da Silva, nasceu em Picos-PI. Em 1995, um confronto entre Santa Cruz e Picos, onde Leonardo foi o destaque do time piauiense, as diretorias de Santa Cruz e Sport Recife logo se interessaram pelo craque, na quebra de braço, o Sport Recife se deu melhor e levou Leonardo para a Ilha do Retiro. Atacante veloz, de dribles   desconcertantes e apurada visão de jogo, logo Leonardo conquistou o coração da torcida leonina. Ele conquistou os Campeonatos Pernambucano de 1994, 1998, 1999 e 2000 e da Copa do Nordeste e em 2005, ajudou o Santa Cruz a subir para primeira divisão do Brasileirão. Mas, Leonardo brilhou mesmo foi no Sport, onde foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1997 e 1999. É o terceiro maior artilheiro da história do Sport Recife. Leonardo faleceu aos 41 anos, no Recife, em 1º de maço de 2016, vítima de neurocisticercose, provocada pela carne de porco mal preparada. Sendo sepultado em Picos-PI.
Lêniton (Porto de Caruaru)
LÊNITON (PORTO DE CARUARU)- Lêniton César de Oliveira, sergipano, selou seu nome na história do futebol pernambucano ao ser artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1998, numa disputa acirradíssima  com o atacante do Sport Recife, Maurício Pantera. Lêniton foi o primeiro artilheiro de uma equipe do interior do Estado, portanto, quebrando um tabu de 83 anos. Ele já havia sido artilheiro do Campeonato Sergipano de 1991, defendendo as cores do Sergipe.


Kuki (Náutico)
KUKI (NÁUTICO)- Sílvio Luiz Borba da Silva, nasceu em Crateús-CE, mas iniciou a carreira futebolística no Encantado-RS, veio para o Náutico quando jogava no Brusque-SC. Atacante oportunista, veloz e de temperamento explosivo, logo, Kuki transformou-se num ídolo alvirrubro. Foi três vezes campeão pernambucano (2001,2002 e 2004) e três vezes artilheiro do Campeonato Pernambucano (2001, 2003 e 2005), além de ter sido artilheiro da Copa do Nordeste de 2001, com 12 gols. Kuki é o quarto maior artilheiro da história do Náutico com 179 gols em 386 jogos.


Carlinhos Bala (Santa Cruz)
CARLINHOS BALA (SANTA CRUZ)- José Carlos da Silva, nasceu no Recife, no bairro de San Martin e tornou-se o atacante mais polêmico do futebol pernambucano, já provocou com beijinhos e chorinhos irônicos, palavras e gestos obscenos a torcida pernambucana, só basta ter a torcida como adversária. Mas quando enverga uma camisa, defende com unhas e dentes, por isso, Carlinhos Bala tem uma relação de amor e ódio com as três maiores torcidas do Estado, um verdadeiro ídolo pernambucano. Carlinhos Bala. Em 2006, defendendo o Santa Cruz foi artilheiro do Campeonato Pernambucano com 20 gols, a melhor marca do século XXI. Foi campeão pernambucano pelo Santa Cruz em 2005 e 2012 e pelo Sport Recife em 2007 e 2008, além de ter sido campeão da Copa do Brasil de 2008, vencendo o Corinthians por 2 a 0, na final, o mais importante título de um clube pernambucano.
Marcelo Ramos (Santa Cruz)
MARCELO RAMOS (SANTA CRUZ)- Marcelo da Silva Ramos, nasceu em Salvador-BA. Quando veio do Atlético-GO para o Santa Cruz em 2007, Marcelo Ramos já era um jogador tarimbado, com 34 anos, faro de gol apurado e com passagem de sucesso pelo Bahia e Cruzeiro, já serviu até a Seleção Brasileira. Neste ano, foi artilheiro do Campeonato Pernambucano e fez 10 gols disputando o Brasileirão- Série B, quando a Santa Cruz foi rebaixado. Deixou o Santa Cruz para disputar a primeira divisão do Brasileirão pelo Atlético-PR. Em 2009, retornou ao Santa Cruz vindo do Bahia para ser artilheiro novamente do estadual. Chamado de “Matador do Arruda” pela torcida coral, Marcelo Ramos deixou seu nome na história do clube e do Campeonato Pernambucano onde marcou 44 gols com a camisa coral, não foi campeão nenhuma vez, mas tornou-se ídolo do Santa Cruz. Marcelo Ramos encerrou a carreira futebolística em 2012 e marcou 457 gols.


Dênis Marques "O Predador" do Santa Cruz
DÊNIS MARQUES (SANTA CRUZ)- Dênis Marques do Nascimento, nasceu em Maceió-AL. Atacante habilidoso e inteligente, com uma visão de jogo excelente e decisivo na hora de fazer o gol. Dênis Marques se destacou no Atlético-PR e Flamengo, de onde rescindiu o contrato e passou um ano e meio afastado do futebol. Reiniciou a carreira em 2012 no Santa Cruz, onde foi artilheiro e ajudou o time coral a conquistar o Tri- Campeonato Pernambucano em 2013, ainda foi artilheiro do Brasileirão da Série C, logo, tornou-se ídolo da torcida tricolor, principalmente por marcar gols importantes contra seu maior rival, o Sport Recife. No segundo semestre de 2013, Dênis Marques cometeu algumas indisciplinas, faltando treinos ou chegando atrasado, e o técnico Vica acabou colocando-o no banco de reservas ou fora da listagem de alguns jogos. Inconformado, o artilheiro acabou indo para o ABC de Natal. Dênis Marques marcou 34 gols em 50 jogos pelo Santa Cruz.
TODOS OS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO PERNAMBUCANO DE FUTEBOL

ANO/ARTILHEIRO/CLUBE/ Nºs DE GOLS:

ÉPOCA DO AMADORISMO
1915- Sem registro
1916- Sem registro
1917- Alcindo Wanderley, o Pitota (Santa Cruz) Sem registro dos gols.
1918- Zé Tasso (América) 16 gols.
1919- Oswaldo Guimarães (Torre) 11 gols.
1920- Sem registro.
1921- Sem registro
1922- Sem registro
1923- Sem registro
1924- Sem registro
1925- Sem registro
1926- Sem registro
1927- Chiquito e Piaba (Torre) 9 gols.
1928- Sem registro
1929- Sem registro
1930- Julinho Soares (Sport) Sem registro dos gols.
1931- Sem registro
1932- Sem registro
1933- Marcílio Aguiar (Sport) Sem registro dos gols.
1934- Fernando Carvalheira (Náutico) 28 gols.
1935- Fernando Carvalheira (Náutico) 31 gols.
1936- Bermudes (Tramways) sem registro dos gols
ÉPOCA DO PROFISSIONALISMO
1937- Sopinha (Tramways) 25 gols
1938- Tará (Santa Cruz) 25 gols
1939- Moacyr (América) 16 gols
1940- Tará (Santa Cruz) 20 gols
1941- Ademir Menezes (Sport) 11 gols
1942- Wilson (Náutico) 16 gols
1943- Genival (Sport) 12 gols
1944- Djalma (América) 21 gols
1945- Tará (Náutico) 28 gols
1946- Eloi de Paula (Santa Cruz) 10 gols
1947- Amorim (Sport) 24 gols
1948- Carlito (Íbis) 12 gols
1949- Eloi de Paula (Santa Cruz) 15 gols
1950- Amorim (Náutico) 14 gols
1951- Fernandinho (Náutico) 11 gols
1952- Hamilton (América) 16 gols
1953- Ivson (Náutico) 16 gols
1954- Ivson (Náutico) 16 gols
1955- Traçaia (Sport) 22 gols
1956- Naninho (Sport) 25 gols
1957- Rudimar (Santa Cruz) 24 gols
1958- Pacoti (Sport) 36 gols
1959- Geraldo José (Náutico) 17 gols
1960- Djalma Freitas (Sport) 35 gols
1961- Oswaldo (Sport) 16 gols
1962- Campinense (Santa Cruz) 19 gols
1963- Rinaldo e China (Náutico) 18 gols
1964- Bita (Náutico) 24 gols
1965- Bita (Náutico) 22 gols
1966- Bita (Náutico) 22 gols
1967- Miruca (Náutico) e Terto (Santa Cruz) 10 gols
1968- Zezinho (Sport) 14 gols
1969- Fernando Santana (Santa Cruz) 23 gols
1970- Fernando Santana (Santa Cruz) 15 gols
1971- Duda (Sport) 12 gols
1972- Fernando Santana (Santa Cruz) 15 gols
1973- Luciano Veloso (Santa Cruz) 25 gols
1974- Jorge Mendonça (Náutico) e Zé Carlos Olímpico (Santa Cruz) 24 gols
1975- Dario "Dadá Maravilha" (Sport) 32 gols
1976- Dario "Dadá Maravilha"  (Sport) 30 gols
(1977) PRÉ- INTERIORIZAÇÃO DO FUTEBOL PERNAMBUCANO
1977- Nunes (Santa Cruz) 23 gols
1978- Neinha (Santa Cruz) 24 gols
1979- Neinha (Santa Cruz) 25 gols
1980- Sena (Santa Cruz) 23 gols
1981- Baiano (Santa Cruz) 38 gols
(1983) CLUBES PASSAM A USAR NOME DOS PATROCINADORES NOS UNIFORMES
1982- Baiano (Náutico) 40 gols
1983- Baiano (Náutico) 40 gols
1984- Luís Carlos Guirra (Sport) 40 gols
1985- Roberto (Santa Cruz) 17 gols
1986- Luís Carlos Guirra (Sport) 14 gols
1987- Dadinho (Santa Cruz) 19 gols
1988- Sérgio China (Santa Cruz) e Robertinho (Sport) 17 gols
1989- Bizu (Náutico) 31 gols
1990- Bizu (Náutico) 19 gols
1991- Moura (Sport) 26 gols
1992- Nivaldo (Náutico) 23 gols
1993- Washington (Santa Cruz) 22 gols
1994- Joãozinho (Santa Cruz) 20 gols
EM 1995, VITÓRIA PASSA A VALER TRÊS PONTOS,  E EM 1996, A INTERIORIZAÇÃO DO FUTEBOL PERNAMBUCANO SE CONSOLIDA.
1995- Luís Carlos Matos (Santa Cruz) 27 gols
1996- Robson (Náutico) 19 gols
1997- Leonardo (Sport) 14 gols
1998- Lêniton (Porto de Caruaru) 14 gols
1999- Leonardo (Sport) 24 gols
2000- Jacques (Sport) 15 gols
OS ARTILHEIROS DO SÉCULO XXI
2001- Kuki (Náutico) e Rodrigo Gral (Sport) 14 gols
2002- Júnior Amorim (Santa Cruz) 12 gols
2003- Kuki (Náutico) 16 gols
2004- Kélson (Itacuruba) 14 gols
2005- Kuki (Náutico) 17 gols
2006- Carlinhos Bala (Santa Cruz) 20 gols
2007- Marcelo Ramos (Santa Cruz) 15 gols
2008- Geraldo (Náutico) 13 gols
2009- Marcelo Ramos (Santa Cruz) 19 gols
2010- Ciro (Sport) 13 gols
2011- Paulista (Porto de Caruaru) 15 gols
2012- Dênis Marques (Santa Cruz) 15 gols
2013- Elton (Náutico) 17 gols
2014-*** Léo Gamalho (Santa Cruz) 12 gols
2015-*** Betinho (Santa Cruz) e Élber (Sport) 5 gols 
2016-*** Ronaldo Alves (Náutico) 6 gols
2017-*** Everton Santos (Santa Cruz) 6 gols

*** A contagem dos gols para a artilharia só passou a contar a partir da 2ª Fase, quando entram Sport Recife, Santa Cruz e Náutico na disputa.

 Por: Jânio Odon
Fonte: Diário de Pernambuco; Jornal do Commercio/Recife; Revista Placar; Livro: 85 anos de bola rolando, de Givanildo Alves, Editora; www.futebol80.com.br; sumulas.wordpress.com; e arquivo pessoal.    



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